PRECISAMOS DE UMA NOVA REFORMA

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          Há exatos 499 (quatrocentos e noventa e sete) anos atrás, no dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou nas portas da catedral de Wintteberg, Alemanha as suas 95 (noventa e cinco) teses. Começava aí, um processo de libertação da Igreja Cristã da estrutura de poder fomentada pelo clero da Igreja Romana.
          O movimento iniciado por Lutero era fundamentado em 5 (cinco) pilares básicos: somente a Escritura, somente a Fé, somente a graça, somente Cristo e glória somente a Deus. É exatamente ante as bases fincadas por Lutero e a partir do que a igreja evangélica contemporânea se tornou que gostaria de fazer uma reflexão.
Somente a Escritura
          A igreja contemporânea vem se tornando cada vez mais emocional e experiencial, não quero dizer que o elemento de mistério, não  faça parte da vida cristã, mas, defendo que a mesma não pode ser elemento norteador e autoritativo da práxis cristã. 
          Vemos cada vez mais igrejas e ministérios serem estabelecidas em fundamentos pragmáticos, mesmo que estes não encontrem lastro nas Escrituras Sagradas, infelizmente a Bíblia não vem sendo para igreja contemporânea suficiente para nortear a vida eclesiástica.
Somente a Fé
          Na percepção de Lutero a Fé era o elemento soteriológico fundamental, ante as vendas de indulgências implementadas pela Igreja Romana. 
          Para a igreja contemporânea a fé se tornou meramente uma força promotora de milagres, e nesta percepção equivocada, surge um novo mercado de indulgências, que são os amuletos e muletas espirituais (rosa ungida, campanhas financeiras, sal grosso, copos com água etc), que visam alcançar o paraíso, muito embora, gostaria de lembrar, que o céu da igreja pós-moderna, não está no porvir, mas em uma vida terrena ausente de problemas.
Somente a graça
          O conceito de graça para a igreja contemporânea se tornou em algo sem valor, a espiritualidade contemporânea tirou os olhos daquilo que ela não poderia jamais pagar que mesmo assim Deus nos presenteou, que foi a salvação em Jesus Cristo. E fixou o olhar naquilo que ela, mesmo equivocadamente, entende que pode compra de Deus por meios de seus sacrifícios pessoais e financeiros, que é uma vida de sucesso terreno.

Somente Cristo
          Vivemos dias onde os ministérios são cada vez mais personalísticos, onde o líder principal não é a pessoa de Jesus, mas o pastor “a”ou “b “, onde o paradigma de verdade não está na pessoa de Cristo, mas em concepções humanas.
          Algumas igrejas evangélicas tratam a sua liderança como infalíveis e acima do bem e do mal, não importam quantas vezes eles ultrapassem a mensagem de Jesus, ainda assim estarão corretos.
Glória somente a Deus
          As estruturas eclesiásticas de poder estabelecidas pela igreja contemporânea buscam a glória de Deus? Ou a manutenção de sua própria glória? A resposta as estas indagações fica fácil de responder quando observamos que muitos nomes de igrejas são mais exaltados do que o próprio nome de Deus.
          Nesta lógica contemporânea a glória de Deus é compartilhada com o líder ou ministério, Ele deixa de ser o ator principal e passa a ser o coadjuvante.

          Ante a breve reflexão que acabamos de fazer, que a Reforma Protestante não foi simplesmente um movimento de ruptura com a Igreja Romana, mas, sim, a implementação de uma lógica que visava estabelecer uma espiritualidade e estrutura eclesiástica bíblica. 
         
      Contudo, hoje observamos, que mesmo separados da Igreja Romana, que os ideais basilares da reforma protestante foram suplantados pela igreja contemporânea, hoje, 499 (quatrocentos e noventa e nove) anos depois de Lutero, o presente, no tocante a estrutura de poder eclesiástica e práxis cristã, tendo em vista os devios existentes, repetiu o passado, por isso, necessitamos urgente de uma nova reforma, que liberte a igreja evangélica das amarras do engano e de uma espiritualidade equivocada.


Pr. Jonas Silva

QUESTÕES QUE DEVEMOS OBSERVAR EM NOSSOS DEBATES TEOLÓGICOS

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            Um dos textos mais desafiadores e intrigantes que tive a oportunidade de fazer a leitura foi: O diálogo inter-religioso na perspectiva do terceiro milênio[1], de Faustino Ferreira. O desafio imposto, estava exatamente no fato de que os evangélicos estão constantemente debatendo sobre questões teológicas, já que as nossas teologias nos definem, algumas vezes separam, e até mesmo segregam. Portanto, chegamos ao entendimento, que os desafios e sugestões asseveradas pelo autor no campo do diálogo inter-religioso, cabem perfeitamente em nossa realidade, inspirando assim, a presente reflexão.
            As primeiras indagações que compreendemos como pertinentes ao tema são: Até que ponto compreendemos a dimensão da Igreja de Cristo? Ela transcende a nossa tradição teológica? Ou, melhor, as diferentes tradições teológicas, lastreadas em verdades cardeais do cristianismo (criação, queda, salvação em Jesus Cristo), mesmo que dando interpretações particulares. Deverão ser invalidadas?
            Portanto, diante da multiplicidade de tradições (calvinismo, arminianismo, preterismo, amilenimos, pós/pré-milenismo, teologia pactual, dispensasionalismo, e tantos outros “ismos”), as tradições são colocadas diante das seguintes posturas: a recusa ao engajamento discursivo e de respeito ao diferente, ou, a abertura dialogal respeitando as outras perspectivas. A opção pela primeira postura redunda na assunção de um fundamentalismo cego, que tenta sacralizar aquilo que não é sagrado, pois, a teologia, e, portanto, as múltiplas perspectivas que delas emergem, são meros esforços cognitivos humanos para compreender a Revelação (essa sim, é sagrada). Como bem asseverou o Reverendo Augustus Nicodemus Lopes[2]:
Concordamos que não devemos elevar à categoria de inspirados e infalíveis as grandes confissões e credos da igreja. Tal status é somente das Escrituras. Admitimos o fato que a teologia é “aberta” pois, trata-se de uma tentativa humana e falível – de sistematizar verdades eternas reveladas por Deus na Escrituras infalíveis e inerrantes. As póprias confissões históricas admitem que foram feitos por concílios passives de erro. Ao mesmo tempo, admitir esta realidade óbvia não é a mesma coisa que negar a validade permanente das elaborações doutrinárias contidas nas confissões e credos históricos da igreja(...)Se existe nas Escrituras a idéia de um corpo doutrinário revelado e final, fechado, coerente, único...admitir-se a possibilidade de que a igreja sintetize e organize esse sistema doutrinário
           
Logo, aceitar a limitação da nossa tradição é um desafio imposto, muito embora, reconhece-la, não implica em abrir mão da mesma, já que ela dá sentido à nossa relação com Deus e até mesmo um certo sentido existencial. Mas, antes de qualquer coisa, aceitar que a o do outro, lhe consigna os mesmos sentidos.
Uma vez compreendido que a perspectiva teológica, não é uma complementação do Canon Sagrado, mas sim, uma interpretação de mentes humanas piedosas, portanto, ainda que piedosas, humanas, devemos agregar a nossa postura de debatedor, sentimentos perfeitamente compatíveis, para não dizer desejáveis pelo cristianismo, a saber:
a) Humildade - O respeito e o diálogo requerem disponibilidade interior e de acolhimento do outro, que mesmo pensando diferente a respeito de temas teológicos, pertence a mesma igreja de Cristo.  A maior resistência ao respeito, advém de pessoas ou grupos fundamentados na autossuficiência, arrogância, e pelo totalitarismo intelectual.  Ser humilde é reconhecer que somos peregrinos da verdade, juntamente com todos os membros do Corpo de Cristo, em todo tempo e em todo lugar.
b) Alteridade[3] - É necessário reconhecer que o que deveria estar em jogo em um debate teológico é a “hermenêutica particular” e não a “imposição doutrinária”. Portanto, é fundamental a abertura desinteressada às convicções do outro e o respeito à identidade única e irrevogável de sua tradição.   Valorizando os processos históricos e hermenêuticos que redundaram nas compreensões particulares a respeito de temas comuns.
c) Fidelidade à própria tradição – Devemos compreender o lugar da nossa tradição como ancoradouro existencial do nosso cristianismo, não podemos debater a respeito daquilo que não temos convicção. Logo, é necessário enxergar com clareza onde os nossos pés estão fincados na tradição cristã. Para dialogar, não precisamos romper com a nossa tradição, pois aqueles que sabem o valor de suas próprias convicções, estão em melhor posição para aceitar as dos outros. É necessário ir além da própria tradição, sem, contudo, romper com a mesma.
d) Compaixão – Os nossos debates não podem prescindir: o que somos em Jesus Cristo, e ao fato de termos sido batizados no mesmo corpo (ainda que nossa compreensão de batismo sejam diferentes) e que fomos salvos pelo mesmo Jesus (ainda que nossa compreensão de como se processou essa salvação, sejam divergentes). Portanto, debater sobre teologia (eu prefiro o termo dialogar) é um exercício de amor e respeito a unidade da Igreja de Cristo, compreendendo que unidade não é uniformidade.
Que os nossos debates teológicos sejam transformados em um exercício de diálogo. Pois o debate pressupõe a existência de um vencedor, mas, já o diálogo se instaura quando há abertura para ouvir o outro, que mesmo pensando diferente, é portador de liberdade e digno de respeito a sua individualidade cognitiva. No diálogo os dois saem vencedores, pois no encontro e na abertura, há o crescimento de cada parte envolvida.  
Que tais atitudes permeiem os corações de calvinistas e arminianos, nessa “Dort”[4] pós-moderna que estamos inseridos, estabelecidas em nossas redes sociais, mercado editorial, e bancos de seminários. Para que assim fazendo, não venhamos separar aquilo pelo qual foi pago um alto preço: A salvação dos Santos e a comunhão da igreja de Cristo.




[1] Horizonte, Belo Horizonte, V. 2, n.3. p. 19-38, 2o sem. 2003
[2] Verdade e Pluralidade no Novo Testamento, FIDES REFORMATA VIII, Nº 2 (2003): 55-72.
[3] Relação de sociabilidade e diferença entre o indivíduo em conjunto e a unidade, onde os dois sentidos inter-dependem na lógica de que para constituir uma individualidade é necessário um coletivo. Dessa forma eu apenas existo a partir do outro, da visão do outro, o que me permite também compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, partindo tanto do diferente quanto de mim mesmo, sensibilizado que estou pela experiência do contato.
[4]Sínodo de Dort (também conhecido como o Sínodo de Dordt ou Sínodo de Dordrecht) foi um sínodo nacional que teve lugar em Dordrecht, na Holanda, de 1618 a 1619 pela Igreja Reformada Holandesa, com o objectivo de regular uma séria controvérsia nas Igrejas Holandesas iniciada pela ascensão do arminianismo

Eleições e Cosmovisão cristã

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Sempre que se inicia um período eleitoral, indagamo-nos sobre a postura da igreja evangélica no processo político, bem como, sobre de que forma a Cosmovisão cristã faz a diferença na maneira que os evangélicos compreendem o papel da igreja nos processos de mudanças sociais.
Talvez, a primeira pergunta que você deve estar fazendo – O que finalmente significa essa tal de cosmovisão cristã?  A resposta passa exatamente pela compreensão de que de fato é o cristianismo. O senso comum vai estabelecer a compreensão de que o cristianismo é um conjunto de práticas litúrgicas que abraçamos, na esperança de um dia transcendermos à realidade terrena e vivermos eternamente com Deus. Contudo, o cristianismo é muito mais do que isso, é também, uma forma de compreendermos o mundo que estar diante de cada um de nós, tendo como ponto de partida, os pressupostos (valores) revelados por Deus, tanto de forma geral (natureza, moral, consciência) como especial (Escrituras e a pessoa de Cristo).
Em linhas gerais, podemos definir cosmovisão como “uma estrutura ou conjunto de conceitos fundamentais por meio dos quais enxergamos o mundo e nosso papel e futuro dentro dele[1]” , tudo isso, obviamente, de maneira biblicamente orientada. O Grande estadista holandês Abraham Kuyper asseverou que a cosmovisão cristã é uma visão total da realidade (“visão do mundo e da vida”) com implicações não só para a igreja, mas também, para a sociedade[2]
Logo, a cosmovisão cristã impõe um cristianismo não adstrito às quatro paredes da igreja, mas que principalmente, interpreta o mundo a partir de uma ótica particular revelacional, proclamando e defendendo valores cristãos em meio ao mundo imerso num sistema caído.
Portanto, ser cristão não é se ausentar do mundo, mas, viver nele, como   agente de transformação de estruturas (antropológica, morais, sociais e políticas). Não é simplesmente anunciar o Evangelho, para que as pessoas um dia estejam na eternidade com Deus, mas também, vivê-lo de maneira que sejamos agentes da graça comum, promovendo mudanças sistêmicas e profundas para todos os homens.
Devemos então, ao olhar para os processos eleitorais, quebrar as lentes do homem caído, que enxerga os candidatos de forma pragmática e egoísta. E trocá-las pelas lentes do cristianismo, que indaga muito mais do a respeito da denominação evangélica do político, mas se sua plataforma está coadunada com os valores cristãos, e principalmente, se a cosmovisão cristã lança luz e norteia as outras áreas de sua vida, nesta análise cabe algumas indagações:
1)    Ele é honesto? Sua vida reflete o caráter de Jesus.
2)    Fora do período eleitoral, como é a sua prática cristã? Ou, ele parece ser mais crente no período eleitoral?
3)    Ele é um mero propagador do discurso em defesa da família? Podemos afirmar que família do mesmo é um exemplo a ser visto.
4)    Ele cumpre as leis eleitorais? Ou, tenta comprar votos dos membros da igreja com bancos, patrocínios de eventos e “puxadinhos” no templo.
5)    A sua plataforma política é ampla e atinge o maior número possível de pessoas?
6)    Se ele for líder. Qual a forma que ele faz política eclesiástica? Ele respeita os colegas e age com amor e lisura.
7)    Ele cumpre as promessas de campanhas?
8)    Ele trata os adversários com amor e respeito? Ou é daqueles que sai atacando os opositores sem piedade.

Sabemos que tantas outras perguntas são cabíveis, mas poderíamos
resumir todas elas em uma única indagação: A igreja e seus candidatos, ao fazer política pensa e vive verdadeiramente os valores proclamados por cristo? Deixamos essa reflexão. E concluímos, precisamos olhar cada centímetro deste mundo com o olhar do cristianismo, não para condená-lo, pois não nos é concebida essa tarefa, mas, para transformá-lo, segundo os propósitos revelados por Deus.





[1] James H. Olthuis apud Philip Ryken, Cosmovisão Cristã, Cultura Cristã, SP, 2015.
[2] Philip Ryken, Cosmovisão Cristã, Cultura Cristã, SP, 2015.










PREDESTINAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO NO JUDAÍSMO ANTIGO E OS ENSINAMENTOS DE JESUS



PREDESTINAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO NO JUDAÍSMO ANTIGO E OS ENSINAMENTOS DE JESUS
Jonas Euflausino da Silva[1]

           
Ressaltamos que havia um debate entre as diversas seitas judaicas a respeito da relação entre a soberania divina e a responsabilidade do homem. Tal debate implicava em refletir sobre tais conceitos que, aparentemente, são excludentes, e tentar conciliá-los. Cada seita judaica estabelecia, em sua doutrina, posições particulares sobre o tema.
Os saduceus, no tocante à soberania divina e à responsabilidade humana acreditavam no pleno arbítrio do homem. Para eles, o destino de cada um era fruto especificamente das decisões livres, não havendo qualquer agência divina nos destinos individuais.
Os essênios, no tocante à soberania divina e à responsabilidade humana, acreditavam que todas as coisas estavam predestinadas pelo criador, não havendo qualquer possibilidade de arbítrio para o homem, pois todos os seus caminhos já estavam traçados na planificação cósmica.
Os fariseus acreditavam em uma harmonização entre a Soberania Divina e a responsabilidade humana. Para eles, todas as coisas estavam predestinadas por Deus, exceto o ato do homem de se voltar para o Criador. Schubert explica a visão farisaica sobre o tema nos seguintes termos: “Os fariseus afirmam que alguma coisa, mas não tudo, seja obra do destino, que outras coisas ao invés, acontecem ou não devido à vontade livre” (1979, p.42). Ressaltamos que tal compreensão sobre o arbítrio do homem encontra lastro na literatura rabínica produzida durante a metade do século II d. C., conforme a máxima de Rabi Akiba[2]: “Tudo está previsto e é dado ao homem a vontade livre” (apud SCHUBERT, 1979, p.42).  Sobre a questão Flávio Josefo assevera:
“Quando eles [os fariseus] dizem que todas as coisas dependem do destino, eles não lançam fora dos homens a liberdade de agir tal como pensam; uma vez que a sua noção é de que agradou-se Deus em misturar os decretos do destino com a vontade do homem, para que o homem possa agir virtuosamente ou viciosamente” (Antiguidades, XVIII, i, 3).


            Concluímos assim, que a posição farisaica no tocante a questão do arbítrio humano e à soberania humana, era conciliatória, defendendo certo sinergismo entre o homem e Deus na consecução dos planos divinos nas vidas individuais. Tal conclusão é reforçada quando observamos a literatura rabínica, que expressavam os conceitos vigentes do judaísmo do século I.
Maimônides:
“Tudo pode estar no controle do ETERNO, exceto o livre arbítrio.
Yehudá HaLevi:
“Se as ações humanas são pré-determinadas pelos Céus, quem serve a Deus não estaria em melhores condições que os que se rebelam contra Ele, pois ambos estariam de acordo com o propósito para o qual foram criados.(...) Se o conhecimento Divino fosse o fator causal das ações humanas, os justos teriam seu lugar garantido no Paraíso sem terem servido a Deus, e os malvados iriam ao Guey-Hinom mesmo sem ter pecado”.

Bereshit Rabá XXII, 6:
“Se o seu impulso procura incitá-lo a uma conduta leviana, você deve bani-lo com as palavras da Torá. Não diga que você não tem controle, pois Eu [Elohim] lhe declarei nas Escrituras: o ‘seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo’ ´(Gn 4:7).”

 Abraham Cohen:
“Tudo está nas mãos do Céu [YHWH], exceto o temor ao Céu [YHWH]’ (Berachot 33b), o que significa que, embora Deus decida o destino do indivíduo, lhe é feita uma ressalva com respeito ao caráter moral de sua vida”.

Talmud Bavli, Makot 10b:
“No caminho no qual o homem decide andar ele é guiado”.

Talmud Bavli, Yoma 39a:

“Se um homem corrompe a si mesmo um pouco, [Elohim] o corromperá em muito; se ele se corrompe aqui embaixo, [Elohim] o corromperá acima; se ele se corrompe neste mundo, [Elohim] o corromperá no mundo vindouro. Se o homem se consagrar [ao ETERNO] pouco, [Elohim] o consagrará muito; se ele se consagrar [ao ETERNO] aqui embaixo, [Elohim] o consagrará acima; se ele se consagrar [ao ETERNO] neste mundo, [Elohim] o consagrará no mundo vindouro”.

Talmud Bavli, Shabat 104a:
“Se um homem corrompe a si mesmo, aberturas são feitas para ele; e se ele purifica a si mesmo, ajuda lhe é conferida”.

Jesus, da mesma maneira que fizeram os fariseus, deu ênfase à importância da vontade e responsabilidade individual ante a providência ou agência divina. Podemos ver essa harmonia em duas narrativas dos Evangelhos, nas quais Jesus coloca frente a frente a soberania divina e a responsabilidade humana (Mt 6:25-34 e 10:29-31). Para uma melhor compreensão, gostaríamos de transcrever a segunda perícope.
Comparativo texto grego/português-Mateus 10:29-31
29 οὐχὶ δύο στρουθία ἀσσαρίου πωλεῖται; καὶ ἓν ἐξ αὐτῶν οὐ πεσεῖται ἐπὶ τὴν γῆν ἄνευ τοῦ πατρὸς ὑμῶν. 30 ὑμῶν δὲ καὶ αἱ τρίχες τῆς κεφαλῆς πᾶσαι ἠριθμημέναι εἰσίν. 31 μὴ οὖν φοβεῖσθε· πολλῶν στρουθίων διαφέρετε ὑμεῖς.
32 Πᾶς οὖν ὅστις ὁμολογήσει ἐν ἐμοὶ ἔμπροσθεν τῶν ἀνθρώπων, ὁμολογήσω κἀγὼ ἐν αὐτῷ ἔμπροσθεν τοῦ πατρός μου τοῦ ἐν [τοῖς] οὐρανοῖς· 33 ὅστις δ ᾽ ἂν ἀρνήσηταί με ἔμπροσθεν τῶν ἀνθρώπων, ἀρνήσομαι κἀγὼ αὐτὸν ἔμπροσθεν τοῦ πατρός μου τοῦ ἐν [τοῖς] οὐρανοῖς.
29 Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. 30 E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. 31 Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; 33 mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.
Fontes: Black, M., Martini, C. M., Metzger, B. M., & Wikgren, A. The Greek New Testament; Bíblia Sagrada versão Almeida Revista e Atualizada

Vejamos que, nos versos 29 a 30, há uma forte ênfase na soberania divina, mas, nos versos 32 a 33, a responsabilidade individual entra em cena, na mais cristalina sintonia com os preceitos farisaicos fomentados pelo Rabi Akiba, já citado anteriormente: “Tudo está previsto e é dada ao homem a vontade livre” (apud SCHUBERT, 1979, p.42). 
Segundo o discurso de Jesus, muito embora as mínimas coisas estejam sob a égide da soberania divina, a aceitabilidade do indivíduo diante de Deus está em confessá-lo diante dos homens. Para Russel Norman Champlin[3] (1995, p. 370), a expressão “me confessar” (ὁμολογήσει ἐν ἐμοὶ) é derivada de uma expressão idiomática aramaica, que quer dizer literalmente “confessar em mim”. Um termo significativo que indica identificação e união daquele que confessa com aquele que é reconhecido.
Jesus e os fariseus concordavam em muitas questões teológicas; havendo, portanto, em certo grau, uma aproximação entre as teses aventadas e consignadas nos discursos do messias e na tradição do farisaísmo. Isto revela que ainda que inovador e revolucionário em alguns aspectos, Jesus não foi um mestre desconectado do pano de fundo ideológico de seu tempo. Ainda dentro da mesma perspectiva, afirma Skarsaune:
O que significa afinal de contas, dizer que Jesus tinha características judaicas: que ele deveria ser situado dentro, e não fora do judaísmo? Aqui as diferentes imagens do Judaísmo do século primeiro fazem toda a diferença. Se para nós o Judaísmo farisaico for o Judaísmo tradicional, normativo, que mais tarde despontaria como o Judaísmo por excelência, tenderíamos igualmente a incluir Jesus nesse judaísmo e fazer dele um fariseu – embora no caso específico, estivéssemos diante de um fariseu extremamente original, e de certa forma contestador (2004, p. 137).

Estudiosos como Matthieu Collin  e Pierre Lenhardt  respondem à questão  acerca da pertença religiosa de Jesus, apontando, também, para uma possivel inclusão no partido dos fariseus. Senão vejamos:
Surge, então, a primeira pergunta: em qual das correntes judaicas da época poderemos, sem grade risco, situar Jesus? Para responder a essa primeira questão, temos de levar em conta, de maneira positiva, o que os evangelhos testemunham. Os adversários de Jesus, ao longo de sua vida de ensinamentos – caso diferente em sua paixão – são fariseus. É uma evidência, mas urge dela tirar a conclusão inversa daquela habitualmente aceita. A oposição dos fariseus é prova visível de que Jesus formava parte da esfera farisaica (2014, p. 11).

Por outro lado, essa aproximação não fica clara muitas vezes nos evangelhos, especialmente, nas narrativas mateanas, onde os fariseus são representados como meros opositores de Jesus, ou talvez, por não conhecer toda essa tradição circundante com a qual dialogava, a hermenêutica cristã formatou um Jesus destituído de judaicidade.
Na verdade, Jesus dialoga muito de perto com a tradição mais popular do Judaísmo que lhe era contemporâneo, que é o de matiz farisaico. Diante disto não podemos enxergá-lo simplesmente como uma mera ruptura com a tradição do farisaísmo; mas é nela que ele busca a fonte e supedâneo para muitas de suas ideias. É com essa tradição que ele vai debater acerca das interpretações da Torá, fazendo inclusive opções claras por conceitos vigentes e abraçados por determinadas escolas rabínicas particulares.

Bibliografia:
BREVES CITAÇÕES ACERCA DO LIVRE ARBÍTRIO SEGUNDO O JUDAÍSMO. Disponível http://www.judaismonazareno.org/news/breves-cita%C3%A7%C3%B5es-acerca-do-livre-arbitrio-segundo-o-judaismo/  Acesso em 20 jul. 16.

CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. Vol 1, São Paulo: Editora Candeia, 1995.

COLLIN, Matthieu; LENHARDT, Pierre. O Evangelho e a tradição de Israel. São André: Academia Cristã; São Paulo: Paulus, 2014.

____________A Torah oral dos fariseus: textos da tradição de Israel. 2a ed. São Paulo: Paulus, 1997.


JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abrão à queda de Jerusalém, obra completa. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2014.

MIRANDA, Evaristo; MALCA, José. Sábios fariseus: reparar uma Injustiça. São Paulo: Edições Loyola, 2001.

SCHUBERT, Kurt. Os partidos religiosos hebraicos da época neotestamentária. São Paulo: Edições Paulinas, 1979.

SKARSAUNE, Oskar. À sombra do Templo: as influências do judaísmo no cristianismo primitivo. São Paulo: Editora Vida, 2004.
                                                               




[1] Professor do Seminário Teológico Pentecostal do Nordeste, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco, Pós-Graduado em Docência da Filosofia e Sociologia pelo Instituto Salesiano de Filosofia, Pós-Graduado em Teologia Exegética pelo Seminário Presbiteriano do Norte (Curso Livre), Bacharel em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo e Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Pentecostal do Nordeste (Curso Livre).
[2] Rabi Akiba, conhecido também como Rabi Akiva Ben Iossef, foi um dos principais mestres da Torá, tendo vivido na segunda metade do primeiro século e na primeira metade do século II, sua história é cercada de mitos e crenças lendárias (MIRANDA, MALCA, 2001, p. 146).
[3] Russel Norman Champlin, Ph.D em Novo Testamento e Filosofia pela University of Utah. Foi professor universitário no Brasil por mais de 30 anos, na Universidade Estadual de São Paulo – UNESP. Escreveu duas obras bastantes densas para o estudo da Bíblia: o Antigo e Novo Testamento interpretados versículo por versículo (EDITORA HAGNOS, 2016).

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO PARA DOWNLOAD

          A nossa ausência no BLOG foi motivada pelo projeto árduo e doloroso, que resolvemos empreender, que foi a realização de um Mestrado em Ciências da Religião na Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP.             Após esses dois anos de lutas, perdas e ganhos, de coisas que abraçamos e deixamos, ressaltamos, pela experiência vivenciada,  que deixar é sempre mais doloroso que abraçar,  muito embora na vida acadêmica abraçar é sempre mais complexo que deixar. Pois o que deixamos, ou, deixaram-nos, estávamos preso a elas por sentimentos e dogmas, mas, o que abraçamos, requereu intensa e consolidada reflexão.
                Ante a nossa jornada pessoal, alguns não compreenderam os nossos momentos de isolamento, a nossa opção pelo intermúndio existencial e até mesmo espiritual, e reagiram nos condenando ao ostracismo ministerial e relacional, esse foi o mais alto preço que pagamos nesse processo.            Deixando a melancolia e as churumelas de lado, agradecemos primeiramente a Deus, não só pela conclusão do projeto, mas, principalmente, pelo processo vivenciado. Da mesma forma, agradeço a todos aqueles que estiveram ao nosso lado durante o transcurso desse deserto: familiares, alunos, colegas de cursos, professores e orientador, os poucos se tornaram raros e preciosos.           Por fim, Estamos disponibilizando o trabalho na integra no link abaixo para download.


A Cultura de Sua Igreja é Tóxica? 6 Sinais de Alerta


Hoje me deparei  no Portal Multiplique  (http://igrejamultiplicadora.org.br) com o texto que estou postando abaixo, que aborda a questão da dinâmica relacional em grupos denominacionais, que compreendo pode se aplicar tanto às igrejas, como a ministérios e lideranças eclesiásticas em gerais.


A Cultura de Sua Igreja é Tóxica? 6 Sinais de Alerta


c54360e5-1eb4-4b4f-8e33-a098d6525af3Cada igreja tem um cultura, mas você sabe se a cultura de sua igreja é tóxica? Mais importante ainda, como você sabe se você está criando, como líderuma cultura de igreja tóxica.
Eu tenho interagido com muitos líderes de igreja (e leitores deste blog) e a triste realidade é que não faltam experiências e histórias de igrejas com cultura tóxica. Mas, não tem que ser deste jeito, e certamente não é sempre assim.
Os líderes são os arquitetos da cultura. Você cria uma cultura quer queira, quer não. Para moldar uma cultura saudável é necessário estar ciente dos sinais de cultura tóxica e os sinais de cultura saudável. Eu já postei sobre os primeiros sinais que indicam que uma pessoa possa ser tóxica. Mas, as organizações tem sinais diferentes daqueles dos indivíduos.
Então, como você sabe se a cultura de sua igreja é tóxica? Quer você creia, quer não, a Bíblia dá conselhos incríveis. Quanto mais eu lidero, mais eu uso Gálatas 5:16-22 como um exame de saúde para mim individualmente e para qualquer coisa que eu lidere. Ele descreve o que é saudável e o que não é, para mim como líder e para a igreja.
Abaixo eu esbocei 6 sinais de alerta que são uma aplicação prática deste texto. A propósito, esta é a primeira parte de uma série de duas partes que concluirei mais tarde nesta semana.
Minha próxima postagem será sobre como criar uma cultura saudável na igreja, e mais tarde nesta semana, eu mandarei por e-mail um pdf grátis sobre nossa missão, visão e valores culturais na Igreja Connexus, onde eu sirvo, para todos da minha lista de e-mail. Se você quer se conectar por e-mail, pode assinar minha lista de e-mail grátis aqui.
Por enquanto, aí vão os 6 sinais que indicam que a cultura de sua igreja é tóxica.
  1. Os políticos ganham
Um sinal contundente de que a cultura é tóxica é que você tem que fazer política para conseguir fazer qualquer coisa.
Você sabe que as coisas se tornaram políticas em sua igreja quando:
  • As decisões raramente são feitas da maneira que supostamente deveriam ser.
  • A maioria da decisões acontecem fora das reuniões ou dos processos normais.
  • Você não consegue um sim sem dar algo em troca.
  • Para ser ouvido você tem que fazer lobby.
Se você está sempre manobrando, fazendo lobby e cortejando favores para que a decisão certa seja tomada, é um sinal que a organização está doente.
Na igreja local ter que fazer política para ganhar é, com certeza, um sinal de que há pecado. Quando você faz o que diz que irá fazer do jeito que disse que faria, você traz saúde para a organização.
  1. O que é dito publicamente é diferente do que aconteceu privadamente
Um outro sinal de que as coisas estão se tornando tóxicas é quando o que é dito publicamente é diferente do que aconteceu privadamente.
Quando cada questão vira uma confusão e nada pode ser dito publicamente sem que aja um “acordo” sobre o que é dito primeiro, as coisas estão ruins.
É claro que há momentos quando a situação é delicada e você vai querer ‘fazer um acordo’ sobre o que é dito publicamente para que cada coisa dita, honre a todos os envolvidos, mas em muitas organizações poucas coisas que se realizam privadamente podem ser anunciadas da mesma maneira publicamente.
E para estar seguro . . . quando você estiver construindo qualquer tipo de declaração pública, você deve prestar atenção nas palavras que usa e até talvez encontrar concordância nelas. Mas o produto final nunca deve ser o oposto, nem diferente do que realmente aconteceu.
Eu tive a sorte de ser parte de várias organizações saudáveis. Eu amo quando as pessoas me puxam de lado e me perguntam (cochichando),”Então, qual é a verdadeira história?” e eu lhes digo, “De fato, está é a história.”  Viver este tipo de cultura realmente o ajuda a dormir à noite também.
  1. Você lida com o conflito falando das pessoas e não com as pessoas
A regra de ouro diante de um conflito é esta: fale com a pessoa com quem você tem um problema, não sobre ela. Em muitas igrejas e organizações o contrário é verdadeiro. Pessoas falam sobre pessoas, em vez de falarem com elas. A igreja deveria ser a MELHOR organização do mundo em lidar com conflito, mas frequentemente somos a pior.
Na próxima vez que você quiser falar sobre alguém (isto é fofoca), fale com ele/a. Se você não pode ou não quer fazer isto, há algo errado. Preste atenção!
Quer saber o que está errado na maior parte das vezes? Você está fazendo fofoca, e isto é errado.
Tentar resolver um conflito fofocando sobre a pessoa com que você está zangado é como tentar apagar o fogo jogando gasolina nele…. só piora as coisas!
É claro que de vez em quando, você precisa do conselho de um amigo sobre como abordar a situação. Quando eu estou nesta situação, eu tento imaginar que a pessoa de quem falamos está ouvindo tudo o que eu digo. Mesmo que ela não escute, a possiblidade dela ouvir “diz muito”.
Eu sempre consigo acertar as coisas? Não, mas é uma grande prova de integridade e eu tento viver dessa forma. Se você quer mais, eu esbocei 7 passos para lidar com o conflito de maneira saudável nesta postagem.
  1. Brigas na igreja são coisas normais
Conflito é normal, brigas na igreja, não deveriam ser. Porém, muitas congregações estão perpetuamente no “modo briga”. Um dia é por causa da música, no outro por causa do carpete e noutro por causa de um membro do staff.
Quando as igrejas falham no ponto 3 aqui acima, elas veem as brigas como coisas normais.  Uma outra razão porque as igrejas brigam regularmente, é porque as preferencias pessoais passaram na frente da missão da organização.
Essencialmente, os membros decidem que o que eles querem é mais importante do que o que os outros querem ou a igreja precisa para progredir.
Quando isto acontece, essencialmente joga uma pessoa egoísta ou um grupo contra os outros. E quando isto acontece, tudo se dissolve.
Se a sua igreja está em conflito, não é mistério saber porque não está crescendo.
  1. Há uma mentalidade do ‘nós’ e ‘eles arraigada
A igreja deve ser sempre um ‘nós’ e não um ‘nós’ e ‘eles’. Fundamentalmente, ser um cristão nos faz morrer para nós mesmos e ressurgir para algo maior do que nós mesmos. Alguns cristãos se esquecem disto.
Se a mentalidade ‘nós’ e ‘eles’ existe entre grupos na sua igreja ou entre sua igreja e a comunidade, é fatal para a saúde e o crescimento. O trabalho do líder é erguer a visão alto o suficiente e urgente o suficiente para que todos nós tornemo-nos maiores do que qualquer um de nós. Unida a igreja sempre fará mais do que faremos divididos.
  1. Ninguém assume responsabilidade
Então, quem vai dar um jeito na sua igreja?
Ninguém.
Alguém.
Qualquer um, menos eu.
Enquanto os acontecimentos sejam sempre culpa de alguém, as coisas nunca vão melhorar. Um último sinal de que sua igreja é tóxica é que ninguém se responsabiliza por nada. Ao contrário, as pessoas sempre culpam os outros.
Você pode culpar a cultura, o pastor, o líder ou qualquer um, mas até que você assuma a sua responsabilidade, nada vai melhorar. A culpa é o oposto da responsabilidade. Os líderes que conseguem parar o ciclo da culpa e assumem a responsabilidade tem o potencial de introduzir uma mudança real.
Mas, você diz, “eu não sou o responsável por tudo isso”.  É verdade, mas provavelmente você é responsável por alguma parte disso. Reconheça o que você pode, reconheça tudo o que puder. Se ninguém mais faz isso, ainda assim, assuma a responsabilidade.
Você ficará mais saudável e se eles não ficam, você poderá sair e eventualmente juntar-se a uma igreja mais saudável. Saúde atrai saúde.
Carey Nieuwhof
Tradução: Hedy Silvado
Fonte: 6 Warning Signs Your Church Culture is Toxic – Carey Nieuwhof do Tweet de https://twitter.com/thomrainer/status/711253472868483072?refsrc=email&s=11
 
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