CARNAVAL: O FOLIÃO FANTASIADO DE CRISTÃO (REPUBLICADA)

                   


Eu sei que o assunto é polêmico, pois as opiniões divergem em direções diametralmente opostas. Contudo, não poderia deixar de falar de algumas posturas adotadas por evangélicos no período momesco, que sempre me intrigaram.

A primeira postura é a de fazer um carnaval gospel colocando blocos “santos” nas ruas, alegando que vão fazer a diferença.

O que me intriga, é que sempre acreditei que fazer a diferença é ser diferente. Mas, qual a diferença que há em um crente fantasiado de folião embalado por musicas gospels, de um folião fantasiado de crente cantando paródias de cunho evangélico.

Mesmo sem querer julgar ninguém, mas, me permita o leitor, em ser sincero, e, confessar que fico desconfiado que muitos crentes colocam o bloco na rua, motivados pela sórdida vontade de satisfazer a carne, já que essa é a proposta do Carnaval.

Eu sei que você deve estar se indagando. Mas, o evangelismo não é importante neste período? Tal importância é inequívoca, por isso reconheço a autoridade e admiro grupos que evangelizam o ano inteiro, inclusive no carnaval, a exemplo da JOCUM.

Mas desconfio de crentes que passam o ano inteiro de braços cruzados, inativos em suas comunidades, e der repente, como de colocasse uma fantasia, incorporam a figura do evangelista no período de Carnaval. Ou seja, 361 dias do ano sem pregar para ninguém, e 4 dias quer pregar para todos.

Fico pensando; não seria mais producente, pregar durante os 361 dias do ano, para que pessoas fossem salvas em Cristo e não se entregassem a licenciosidade da carne na festa de momo?

Diante desta constatação, novamente ligo o meu “desconfiômetro”. Evangelizar para esse tipo de irmão, não seria mais uma desculpa para dar vazão ao folião enrustido dentro dele?, Folião este que passa o ano fantasiado de Crente, e que na festa da carne tira a fantasia de cristão e mostra realmente quem ele é.

Outra postura que me intriga, é o cristão que tem que fugir do carnaval com medo de dar vazão aos seus desejos mais primitivos, e libertar o mostro carnal que habita dentro dele.Como diria aquele cientista russo Pavilov, uma espécie de recuperação espontânea, que para evitar que ocorra, tem que se privar do estímulo.

Logo, para esse tipo de crente, só há uma saída, trancafiá-lo juntamente que o seu monstro carnal de estimação, em um acampamento evangélico.

Antes de você me criticar, me deixaeu esclarecer que não tenho nada contra acampamentos, são bênçãos,, e a comunidade que pastoreio acampou e acampa no carnaval.

Estou falando de crentes que só não brincam no carnaval, por estarem em sua Auschwitz espiritual, e vejo tais irmãos muito semelhantes aos primeiros, que usam as desculpas: “de fazer a diferença”, “evangelismo de impacto” e “e se fazer de folião para conquistar os foliões”, para estarem em meio à folia.

A questão relevante em toda esta discussão, não é tirar o homem de dentro do carnaval e sim tirar o carnaval de dentro homem.,

Concluo lembrando, que ser cristão é nascer de novo, é ser liberto em Cristo Jesus, é ser sal da terra, luz do mundo, enfim, é fazer a diferença por ser diferente, e ter a firme convicção de todas estas verdades.





Pr. Jonas Silva

                                     

ORDENAÇÃO FEMININA: O PARADOXO BATISTA NACIONAL


 

            A questão da ordenação feminina ao ministério pastoral na pós-modernidade vem sendo bastante discutida, o debate está polarizado entre dois extremos: os que defendem a ordenação de mulheres ao ministério pastoral com base nas conquistas sociais do dito sexo frágil, e, entre aqueles que defendem a impossibilidade da ordenação com lastro em interpretações bíblicas consolidadas ao longo da história da igreja.
            O debate do tema no âmbito da Convenção Batista Nacional não é novidade, a Assembléia Geral da Ordem de Ministros Batistas Nacionais- Ormiban, reunida no dia 28 de Julho em Penedo (RJ) votou e aprovou um parecer regulamentando a matéria, do qual, transcrevemos alguns itens:
1.    que a Ormiban autorize a ordenação feminina ao ministério pastoral somente no âmbito da igreja local;
2.    no caso de mulher consagrada ao ministério pastoral, esta não poderá assumir a presidência da igreja local;
3.    no caso de mulher consagrada ao ministério pastoral, esta não poderá assumir a presidência da igreja local;

Uma coisa temos que admitir, a decisão tomada em Penedo foi bastante conciliadora, e respeitava aparentemente a liberdade congregacional peculiar aos Batistas, contudo, a mesma sempre nos fez refletir sobre a compreensão genuína do ministério pastoral que emerge das Sagradas Escrituras.
Não temos o objetivo de definir uma posição sobre a ordenação feminina, posição esta que poderemos firmar em outro “post”, entretanto, gostaríamos de analisar a decisão tomada pela Ormiban/CBN à luz da compreensão teológica do que é o ministério pastoral, para isso gostaríamos de enfatizar duas questões:

1)    A decisão criou dois tipos de Pastores, os de do sexo masculino que podem assumir as presidências das igrejas, participarem das Ordens de Ministros e um outro, os do sexo feminino, que são alijadas de tais prerrogativas.

A nosso ver esta discriminação perde de vista a compreensão que o ministério pastoral não é simplesmente um título ou um cargo, mas envolve uma outorga autoritativa espiritual, reconhecida pela comunidade dos salvos e confirmada pela imposição de mãos dos lideres devidamente habilitados (1 Tm 4:14).
Do que foi acima exposto nos surgem os seguintes questionamentos:
As mulheres ordenadas e consagradas as ministério pastoral, seriam  ministros do Evangelho de uma classe inferior?
O reconhecimento a consagração pela imposição da liderança seriam  parcialmente ineficazes no caso da ordenação feminina?
Responder, positivamente a estas duas questões, é atentar contra o a própria compreensão bíblica do que seja o ministério pastoral, já que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis (Romanos 11:29) e devem ser exercidas em sua plenitude.
Ou seja, uma vez adequadamente consagrados não pode haver pastores e semi pastores (pastoras), pois a autoridade pastoral foi outorgada por um ato espiritual e irrevogável que nenhuma ordem de ministros pode cercear em nenhum aspecto.


2)    A decisão embora parecesse respeitar a liberdade das igrejas locais, contudo, há uma violação clara de tal liberdade, pelo não reconhecimento pleno de uma decisão no tocante a consagração feminina

O ministério Pastoral é respaldado pelo reconhecimento de uma determinada igreja local (Atos 13:2-3), contudo, no caso do reconhecimento de uma mulher para o ministério da Palavra, a mesma só é parcialmente reconhecida pela Ormiban.
Ou seja, mesmo que a igreja local enxergue em uma determinada irmã todos os requisitos para o desempenho da atividade pastoral, o reconhecimento pleno está restrito aquela comunidade.

Talvez muitos leitores já estejam nos chamando de progressistas e outros de hereges, confessamos, entretanto que a ordenação feminina nos gera muitas inquietações, especialmente ao aplicarmos ao Texto Sagrado uma hermenêutica histórica gramatical, contudo, entendemos que da forma que foi posta a ordenação feminina no âmbito da CBN, é extremamente incoerente com a compreensão teológica do ministério pastoral.
Em agosto deste ano, nós pastores ligados à Convenção Batista Nacional,  discutiremos o assunto durante o 19º Congresso de Pastores em Florianópolis, SC, contudo, apelamos que diferentemente de Penedo em 2004 o assunto seja sim discutido teologicamente, para evitarmos soluções incoerentes e inconsistentes com a teologia pastoral.
Lembramos, por fim, que já temos por este Brasil a fora muitas pastoras consagradas por diversas igrejas locais, ficando a questão para refletir: O que faremos no caso da rejeição da ordenação feminina pela Ormiban, anularemos as consagrações? Se sua resposta for positiva, por favor, respalde biblicamente.


Pr. Jonas Silva

PALESTRA SOBRE O ARREBATAMENTO DA IGREJA




Fui convidado  para ministrar no dia 16 de fevereiro de 2014, na Escola Bíblica da Igreja Batista Evangelista (Janga), uma palestra sobre o Arrebatamento da Igreja que faz parte das conferências sobre escatologia daquela amada Igreja.

A programação começa às 9:00 horas, e a Igreja fica na Rua Shopping Janga Conjunto Beira Mar S/N Janga Paulista -PE 


Estou postando abaixo o link para quem queira baixar os Slides da Palestra.

Palestra Arrebatamento da Igreja (Click aqui e baixe o arquivo)

 
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