ELEIÇÕES – AS FALÁCIAS (MENTIRAS) MAIS PREGADAS NAS IGREJAS EVANGÉLICAS



 


          Talvez alguns leitores venham sentindo a falta de postagens no blog, mas, como já havia postado anteriormente, estou na cidade do Rio de Janeiro, freqüentando o Curso de Logística e Mobilização Nacional na Escola Superior de Guerra.
          O Curso é muito bom, mas, prende muito, são aulas palestras, conferências, trabalhos, quando retorno para casa, já chego com todo o meu poder reflexivo esgotado.
          Quanto à cidade maravilhosa, realmente é muito bonita, mas, tenho que confessar que me descobri extremamente narcisista, pois cada lugar que vou, cada paisagem, me faz amar mais a minha Recife. Como já me declarei anteriormente, sou viciado em clichês, e como tal, duas frases ditas por nordestinos não saem da minha cabeça:
E Vi o mundo... e ele começa no Recife” Cícero Dias
“Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto. Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho” Caetano Veloso

          Deixando as minhas questões saudosistas de lado, vamos ao que interessa. Ultimamente venho me preocupando muito com as campanhas eleitoreiras dentro das igrejas, e sei que nesse processo, muitos devem estar repetindo diuturnamente alguns argumentos, visando manobrar o rebanho do Senhor, querendo torná-lo em um curral eleitoral, ou melhor, rebanho eleitoral.
Vejamos alguns desses argumentos falaciosos:

1)    Crente vota em Crente ou Evangélico vota em Evangélico: A verdade é que devemos escolher candidatos não pelo grupo a que pertence, mas pelas propostas que ele apresenta. Que adianta votar em um político que será extremamente improdutivo e despreparado, no exercício do cargo recebendo altos salários.
2)    Vote nos políticos evangélicos, pois, eles são honestos: A prática vem mostrando exatamente o contrário, pois, segundo Estudo publicado pela ONG Transparência Brasil, afirma que 57 % (ou seja, a maioria) da Frente Parlamentar Evangélica estão com pendências na justiça, entre os processos figuram: improbidade administrativa, corrupção eleitoral, abuso do poder econômico, sonegação fiscal, peculato e apropriação indébita de bens públicos.
3)    Vote nos políticos evangélicos pois, eles são fiéis: A exemplo da falácia anterior, estudo da mesma ONG (Transparência Brasil), revela que 95 % (ou seja, quase todos) da Frente Parlamentar Evangélica está no grupo dos mais ausentes nas plenárias. Acho que contra fatos não há argumentos.
4)    Vamos mostrar o poder de influência da Igreja elegendo vários candidatos: Acho que a junção poder temporal com o espiritual, já foi demonstrada historicamente que é bastante prejudicial para a humanidade. A própria nação de Israel queria um messias político, mas Jesus demonstrou que essa não era a sua missão, mas a igreja parece querer andar na contramão dessa lógica. A Influência que os evangélicos brasileiros tanto almejam, devem se estabelecer a partir da pregação do Evangelho e do Testemunho dentro e fora dos arraiais eclesiásticos.
5)    Precisamos eleger um candidato da nossa igreja ou denominação para termos voz ativa: Cuidado com esse argumento, pois, a voz da igreja é a voz profética, que não só deve ecoar nos parlamentos, mas, principalmente no mundo, nas ruas e praças denunciando o sistema pecaminoso. Muitas vezes os interesses que estão por traz do argumento são escusos, como: Negociação de favores e cargos, poder, dinheiro etc.

Queridos leitores, gostaria de terminar afirmando, que temos como lideres o cuidado e a responsabilidade de não fazermos politicagem e coronelismo com o rebanho do Senhor, devemos instruí-lo para o voto e cidadania consciente.

Pr. Jonas Silva

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