DOIS ANOS DO BLOG CAMINHANDO EM SANTIDADE




          Hoje  completa dois anos que começei a grande aventura de  escrever os meus dilemas e inquietações em um blog.
          Talvez para muitos, dilemas e inquietações sejam sentimentos que não combinem com um pastor, mas tenho que confessar que observar a espiritualidade contemporânea sem se inquietar, é querer fechar os olhos para a realidade dos fatos.
          Contudo, sempre acreditei que fechar os olhos podendo enxergar, é um ato de covardia e de alienação, e foi exatamente esta proposta que fiz a resolver escrever este blog, não ser covarde e nem alienado.
          Sei que muitas vezes falei de coisas irrelevantes para muitos, mas nada que escrevi foi irrelevante para mim, pois todos os assuntos foram ou são problemas reais, no sentido que um problema só se torna problema quando nos incomoda e há uma apropriação.
          A idéia do blog Caminhando em Santidade jamais foi disputar em um mercado que aparentemente se tornou tão competitivo, onde se mede a qualidade de um blog pela quantidade de acessos e seguidores, e que a necessidade de postar algo novo freneticamente, faz com que muitos redatores há muito não para escrevam algo seu, onde os figurões da blogosfera evangélica evitam figurar como seguidores de redatores que são ilustres desconhecidos.
          Sempre evitei colocar o meu currículo em meu perfil, pois sempre acreditei que sou mais dos que títulos acadêmicos, e que as minhas graduações e pós graduações não dão respaldo ao que falo, mas o que tem que respaldar cada post, é o fato que eles poderem ser verdades ou problemas reais.
          O importante é que o tempo (dois anos) andou mexendo com a gente sim, hoje olho para trás, e posso dizer que estou amadurecendo e mudando, acho que materializar esta conclusão, é uma das grandes facetas do blog, pois, ao longo de dois anos vejo um pouco de mim pulverizado em cada post, e posso perceber o quanto erramos e acertamos.
          Gostaria de agradecer primeiramente a Deus que me vez humano e cheio de inquietações, a cada seguidor do blog, cada visitante, um pouco mais de 32.000 (trinta e dois mil), mesmo sabendo que boa parte deste número eram pessoas que buscavam alguma imagem que estava atrelada a  postagem, e que talvez nem tenha parado para observar o que estava escrito.
          Neste aniversário de dois anos, uma certeza tenho, sei como e quando começou o blog caminhando em santidade, mas não sei quando e como vai terminar, pois caminhar em santidade, não é caminhar em nossa vontade e sim compreender que toda a nossa vida deve servir ao propósito daquele que nos resgatou de uma vã maneira de viver para sua maravilhosa luz, sabendo que aquele que começou uma boa obra em nós é fiel para aperfeiçoá-la até o dia de Cristo Jesus.

Pr. Jonas Silva

                                      

PRÁTICA DENOMINACIONAL:EU PREFIRO TER AQUELA VELHA OPINIÃO, A SER UMA METAMORFOSE AMBULANTE






          Já fazia algum tempo que não comparecia às reuniões da Ordem de Pastores de minha denominação, em virtude das aulas que estava tendo aos sábados.
           Pós graduação concluída, neste último sábado (14/07/12) pude comparecer à reunião em questão, como de costume, após o momento devocional, tem início a seção administrativa, onde são lidas as correspondências, as ata, os relatórios etc.
          Contudo, nesta reunião em especial, chamou-me atenção alguns pedidos de desligamento de pastores do convívio denominacional, pedidos estes, motivados por diversos fatores, por não dizer desculpas: visão de Deus, falta de oportunidade, discordâncias etc.
          Não obstante as diversas desculpas apresentadas, percebo que a essência parece ser a mesma, que é o egoísmo e a quebra de valores consagrados, fruto do espírito da pós modernidade, que permeia não só a sociedade, mas, também, a práxis cristã evangélica contemporânea.
          Existir como convenção em nossos dias não é tarefa fácil, pois vemos que cada vez mais os ministérios e as igrejas com uma forte tendência a serem independentes, é muito comum assistimos a quebra da comunhão denominacional por qualquer fator de discordância.
          Na contemporaneidade, onde impera o jeito neo pentecostal de ser igreja, a idéia de uma identidade teológica e eclesiológica perdeu a força, identidade esta, que era mantida pelas convenções denominacionais. Fazer parte de uma denominação, implicava necessariamente em ser identificado por uma série de qualidades ou até mesmo defeitos peculiares a cada grupo.
          O problema é que parece vivemos uma verdadeira torre de babel dentro das denominações, onde muitos líderes querem fazer o que lhe é mais conveniente, abrindo mão de toda tradição histórica, que tornou a sua denominação identificável como tal.
          Hoje temos de tudo, em termo de denominações históricas, sem falar as neo pentecostais que nem vale à pena comentar, vejamos alguns paradoxos:
·       Assembleianos que consagram mulheres ao ministério pastoral;
·       Pastores Batistas que se intitulam apóstolos;
·       Presbiterianos com práticas litúrgicas neo pentecostais;
·       Batistas tradicionais com práticas pentecostais, e, por aí vai

          Tenho certeza que a nossa práxis teológica e eclesiológica têm que ser repensadas todo dia, contudo, repensar tal prática, não implica em abrir mão da identidade denominacional e se curvar ao espírito da pós modernidade, onde tudo é permitido em nome de uma nova revelação ou mover.
          Ser convencional em nossos dias, mantendo e zelando pela tradição histórica, traduzida na essência de nossa práxis teológica e eclesiológica, é considerado démodé, pois na leitura dos apóstolos de plantões e lideres neo pentecostais, manter um laço denominacional que não se traduza simplesmente no nome em uma placa, é andar no sentido contrário do “mover”.
          Querido leitor eu sei que fazer uma defesa da tradição e dos valores das denominações, parece soar antiquado e ultrapassado, mas, prefiro ter aquela velha opinião formada sobre algumas coisas, a ser uma metamorfose ambulante denominacional.

Pr. Jonas Silva

Rookmaaker - Palavra Antiga


Acabei de ler o livro de " A arte não precisa de Justificativa" de H. Rookmaker publicado pela editora Ultimato,  livro bastante interessante sobre a relação entre espiritualidade e manifestações artísticas.
Na visão do autor, qualquer discussão sobre o papel da arte deve ser precedida por uma afirmação básica: a arte não precisa de justificativa — nem por motivos religiosos ou propósitos evangelísticos, nem por fins econômicos ou políticos.
Uma leitura bastante esclarecedora e confrontadora, principalmente quando vivenciamos como prática, a separação entre o sagrado e o secular, de forma, que a arte no âmbito das igrejas, em especial a música, devem expressar uma mensagem evangelística cristã, sendo inclusive desprezada qualquer outra expressão artística  descompromissada com o ideal religioso.  
Vale a pena ler, estou postando abaixo um pouco da biografia de Rookmaaker extraída de http://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Rookmaaker.
Bem como uma música  da Banda Palavra Antiga, que tem por título Rookmaaker, o vídeo foi elaborado por um pessoal  aqui de Recife, e traz um pouco da cena da cidade.

 
Henderik Roelof "Hans" Rookmaaker foi um escritor holandês que se converteu ao cristianismo. Nascido em 27 de fevereiro de 1922, Rookmaaker foi também professor de teoria da arte, história da arte, música, filosofia e religião. Faleceu em 13 de março de 1977.
Em 1948 ele conheceu teólogo cristão Francis Schaeffer e se tornou um membro do L'Abri, na Suíça. Hans e sua esposa Anky abriu uma filial holandesa de L'Abri em 1971.
Após um doutorado em história da arte com uma dissertação sobre Gauguin da Universidade de Amsterdam, ele se tornou o fundador do departamento de história da arte na Universidade Livre de Amsterdã.
Rookmaaker combinou sua carreira acadêmica, com um papel prolífico de abordar a ambigüidade sobre a arte entre os cristãos e ambigüidade sobre a fé entre os artistas. Sua tese principal foi colocado para fora em sua publicação de 1970, intitulada Arte Moderna e A Morte de uma Cultura.




Pr. Jonas Silva

 
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