UM CRISTIANISMO SEM CRISTO DE UMA IGREJA SEM DEUS


 


          No último sábado, em meio a aula na pós graduação, o prof. de Filosofia Contemporânea, me confrontou com uma questão que vem me intrigando até o momento. Em meio aos debates, ao ser indagado sobre o Cristianismo em linhas gerais o mesmo firmou entre outras coisas, duas sentenças: “Admiro a Jesus de Nazaré, mas não Cristianismo, por não ter nada a ver com os ensinos de Jesus.” “O Homem contemporâneo tirou Deus do centro da sua vida”. As questões por tão obvias, parecem clichês, contudo, merece uma reflexão a partir de nossa realidade de fé.  
          A confrontação me conduziu a pensar a respeito do papel de Jesus, sua vida e ensinamentos no Cristianismo contemporâneo, e como conclusão a reflexão me levou a um simples questionamento: Onde está Jesus no que somos e fazemos, enquanto instituição?
          A igreja evangélica, em especial no Brasil, vem se tornando uma instituição emergente, em poder e influência, hoje temos: canais de televisão, igrejas que congregam milhares de pessoas, templos em todos os recantos deste país, políticos eleitos, somos temidos pela mídia e pelos poderes constituídos.
          Mas tudo isso que parece muito bom, esbarra exatamente na questão levantada no início deste “post”, será que Jesus está na agenda da igreja cristã, enquanto instituição que se relaciona com o poder temporal? Qual a face de Cristo que temos apresentado ao homem contemporâneo?
          Com certeza a resposta é que o Jesus da Igreja contemporânea não tem nada a ver com o Cristo revelado nas escrituras. Pois a face do Jesus estampada na Igreja instituição, nos leva a seguinte percepção:
  • ;É um Jesus político que está disposto a fazer qualquer negociata pelo poder;
  • É um Jesus que em detrimento da vida de pobreza asseverada nos Evangelho, tornou-se um mercador de milagres e bênçãos;
  • É um Jesus, que mesmo sendo amor, está disposto a acusar os seus companheiros de ministério para pô-los em descrédito, só pelo poder e pela influência;
  • É um Jesus que mesmo pregando o Evangelho da Libertação, é sectário e usa a igreja como instrumento de dominação.
Infelizmente, o Jesus que se fez carne e habitou em meios aos homens, que se revelou em todas as Escrituras Sagradas, passou a ser um conceito, um discurso, que nada tem a ver com a prática vivencial da igreja contemporânea enquanto ente institucional que deveria estampar a face do Cristo descrito em seu discurso.
Jesus Cristo foi excluído da vida Igreja, seu Senhorio deu lugar ao senhorio do homem; as suas demandas enquanto, Senhor e Salvador da Igreja, é sempre relegado ao segundo plano, em detrimento das demandas do homem; Os seus valores, enquanto Deus, sempre são substituídos pelo valores subjetivos e egoístas dos lideres das igrejas.
A Igreja Cristã Contemporânea crucificou o Cristo que mesmo morto e ressuscitado, foi condenado a morte e ao ostracismo pela instituição chamada Igreja, que possamos ressuscitá-lo e trazê-lo de volta para o cotidiano da Igreja, como Senhor absoluto.

Pr. Jonas Silva
 

4 comentários:

 
Caminhando em Santidade © 2010 | Design adaptado por Kênia Siqueira | Todos os direitos reservados.