NATAL DOS FLINSTONES E O NATAL PÓS MODERNO



                           
                                      

            Um dos dilemas vivenciados por este pastor em sua adolescência, era o fato da família Flinstones, personagens de Hanna Barbera, comemorarem o natal, ainda na pré história, logo, obviamente antes de Jesus Cristo ter nascido.
            Aquilo que me causava indagações na adolescência, ou seja, a comemoração do natal antes de Cristo, logo sem Jesus. Hoje, já passando dos 40 (quarenta) anos, outros dilemas acerca das festas natalinas me faz entender que o natal dos Flinstones não é muito diferente das comemorações, natalinas na pós modernidade.
            Quando analisamos a importância e papel de Jesus no natal contemporâneo, a ideai acerca da pessoa de Cristo, parece estar em perfeita consonância com a idéia dos multisignificados  para os conceitos já estabelecidos, onde cada um dá o significado que julgar possível.
            O Natal contemporâneo é uma festa no qual o seu principal e único personagem, Jesus Cristo, foi alijado da comemoração, as pessoas lembram  de Papai Noel, da luzes, dos presentes, do Peru, do Chester, do que do próprio Cristo.
            Lembro que na minha infância, que toda ornamentação de natal, possuía em sua constituição o presépio, com o menino Jesus na manjedoura, os pastores em volta, para fazer lembrar que Ele havia nascido um dia em Belém da Judéia, e que o natal era exatamente a comemoração deste fato.
            Na contemporaneidade as decorações de natal são marcadas pelas luzes, e principalmente por Papai Noel, gerando no consciente e inconsciente das pessoas, que o que é importante não é o nascimento de Jesus, mas, ganhar presentes, e, principalmente consumir e gastar.
            As pessoas na sociedade consumista contemporânea ganham e dão presentes, mas se esquecem que o principal presente do natal foi providenciado por Deus, fruto do seu inaudível amor, que é a pessoa do seu filho Jesus encarnado, se não no dia 25 de dezembro, em algum dia da história para resgatar o homem de seus pecados e opressão.
            As pessoas se abraçam se confraternizam, fazem festas e banquetes, se embriagam, são falsos em suas congratualações, e se esquecem de parar para agradecer e parabenizar o dono e aniversariante da festa que é Jesus. Mas como falar em gratidão, se foi perdido a concretude e força do significado do nascimento e encarnação do filho de Deus.
            Quando comparo com as outras festas do nosso calendário, entendo que não é no carnaval que as pessoas se fantasiam, pois muitas vezes elas dão vazão as que são realmente. Mas, é no natal, pois mesmo de cara limpa, é comum ver pessoas transvestidas, em nome do espírito natalino, em personagens que não são: bom chefe, bom cristão, bom amigo, caridoso e por aí vai,
            O natal só faz sentido quando Jesus deixa de ser um mero personagem histórico, o qual se comemora o seu nascimento no dia 25 de dezembro, para ser um personagem pessoal que nasceu em nossos corações em algum dia da nossa existência, por isso, chega a conclusão que as fetividades natalinas contemporâneas, sem a pessoa do Cristo, é como o natal dos Flinstones, ou seja, materialista e consumista, sem qualquer possibilidade de significado  cristã concreto e real.


Pr. Jonas Silva


Só para lembrar e conferir estou postando o Filme do Natal dos Flinstones!!!


                          

NATAL EM CORDEL - REPUPLICADA


Ficheiro:Literatura de cordel.jpg
A história do nascimento de Jesus, contada em CORDEL, que uma das expressões da cultura Nordestina.

Literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome originado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

 Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.

No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
(fonte Wikipedia)




DESCONHECIDOS ÍNTIMOS

S

            Ultimamente eu venho pensando muito a respeito dos relacionamentos que estabeleci ao longo da minha jornada, enquanto ser vivente. E tais reflexões se intensificam quando perco alguém querido, ou mesmo quando alguém próximo está em risco iminente de partir.
            Pois diante da concretude ou da possibilidade de cessarem os relacionamentos neste mundo físico, sempre me faço a pergunta: O que eu sei a respeito da vida do outro? Quem ele é ou era?
            A questão que vem me surpreendendo é que embora a posição da pessoa seja de proximidade (Pai,mãe,  Irmão, Irmão em Cristo, Pastor, colega de trabalho, esposa, filhos), sei muito pouco sobre a existência deles. Não estou falando em saber o nome, onde mora, que time torce, qual a sua comida predileta e coisas do gênero. Estou querendo ressaltar o conhecimento existencial, que implica em saber: qual são os seus dilemas, qual foi a sua estrada, quais os seus traumas, dores angustias, o que as fazem sorrir ou chorar, quem eram seus pais, e outras profundidades do gênero.
            Diante da questão, surge outra: Quantas pessoas verdadeiramente me conhecem? Sabem coisas sobre a minha existência, sobre a minha estrada.
            Diante das duas questões, a conclusão plausível, é que as pessoas na maioria das vezes, travam relacionamentos protegidos por barreiras, onde o seu verdadeiro eu se torna inacessível ao outro.
            Sempre procuramos nos mostrar protegidos por máscaras, é a mascara de pai, de filho, de mãe, de irmão, de cristão, de colega de trabalho, de pastor, de ovelha, de professor, de aluno, mascaras que refletem o politicamente correto, fundamentais para executar com integridade e ao mesmo tempo com superficialidade existencial o “scripit” do nosso personagem social.
            Aquilo que enxergamos no outro, muitas vezes é sedimentado e construído em andares existenciais ao logo da vida, andares estes, que muitas vezes não enxergamos, mas que sustentam aquilo que é demonstrado no dia a dia, e que muitas vezes nos contentamos.
            A verdadeira comunhão, que é muito mais que um encontro de personagens, pois consiste em um encontro de existências, só é possível segundo a Bíblia, para aqueles que estão na luz (Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros Jo 1:7a),
            A implicação de estar na luz, remete a comunhão para um novo patamar de relacionamento, que é aquele onde enxergamos e somos enxergado, que não tem nada a ver com aqueles momentos dos cânticos congregacionais de comunhão onde nos abraçamos, pegamos na mão, dizemos retoricamente que nos amamos. Ter comunhão é abri-se existencialmente para o outro.
            Gostaria de propor um desafio, faça uma lista de pessoas consideradas “íntimas” (pais, pastores, irmãos, parentes etc), rompa com a superficialidade, e comece a pensar o que realmente você sabe sobre a existência de cada um deles, e talvez você vá descobrir, que muitos ou todos, não passam de desconhecidos íntimos

Pr. Jonas Silva

PS: O Curta  acima, para  mim, fala profundamente sobre como a nossa existência é formada, e como muitas vezes o que enxergamos na vida dos outros, ou mostramos  da nossa, são construídas em cima de coisas que estão visualmente imperceptíveis na profundidade do mar da nossa existência. 
 
Caminhando em Santidade © 2010 | Design adaptado por Kênia Siqueira | Todos os direitos reservados.