O EVANGELHO UMA GRANDE UTOPIA?



            Estava vendo vídeo acima, postado no youtube, no qual o Pr. Ricardo Gondin,estava falando sobre a volta de Cristo, e sua descrença em uma volta real visível, situada na história, demarcadas por sinais e eventos, conforme assevera Mateus Cap 24.
            Para ele a volta de Cristo é uma grande Utopia, uma mensagem motivadora para a ação evangelizadora da Igreja, contudo, na qualidade de utopia, nunca acontecerá na história. Ele lastreia a sua argumentação no pensador Jurgen Moltmann  enquadrando a sua obra  como  “preciosa”. http://teologia-contemporanea.blogspot.com/2008/02/jrgen-moltmann-1926.html
Embora os pressupostos do Ricardo Gondim, sejam algumas das idéias do referido teólogo liberal, não vou analisar o pensamento do Jurgmen Moltmann, e sim tomar como objeto argumentativo a fala do Pr. Ricardo Gondim,
Inicialmente quando categorizamos a volta de Cristo como uma utopia, criamos um problema para o caráter autoritativo das Escrituras Sagradas, em especial para a figura e a história de Jesus, consignadas nas páginas sagradas. Tendo em vista, que o que conhecemos do Filho de Deus encarnado, como ápice das promessas mesiânicas, e em especial a sua segunda vinda, está relatado no Novo Testamento.
Contudo um homem de Fé da Antiga Aliança, vislumbrava a pessoa de Cristo a partir das profecias e promessas, da Torá e dos Profetas, logo,  tal fato, implica necessariamente na seguinte questão:
a)    A segunda vinda de Jesua, segundo o Gondim revelada no NT é uma utopia;
b)    Se a segunda vinda é uma Utopia, logo, a primeira vinda Revelada no AT, também teria que ser uma Utopia, logo, o Cristo da Fé revelado, não é o Cristo da História. Então, se o Gondim tem a razão, o Cristo revelado no Antigo e Novo Testamento necessariamente é uma grande utopia, ou seja, nunca existiu concretamente.

Se Cristo revelado é uma Utopia, aí teremos um outro problema, que a garantia da fidelidade e concretude daquilo que a Bíblia revela, vejamos a seguinte linha argumentativa:
a)    Se o Cristo revelado no AT e no NT, é uma Utopia.
b)    Se A revelação muitas vezes é categorizada como promessa, e a Bíblia requer para ela mesma o caráter de ser a estrita verdade.
c)     Se a verdade tem que ser auto sustentável, e verdade sempre, o fato do Cristo ser uma utopia, implicará que as promessas Bíblicas são utopias, logo a verdade Bíblica é uma utopia.

O “Apocalipse segundo escreveu o Pr. Ricardo Gondim”, gera um outro  problema, que é em relação ao caráter de Deus, senão vejamos. se o Senhor prometeu a segunda vinda, o arrebatamento da Igreja, e coisas do gênero, contudo, segundo o Gomdim, ele usa tais promessas não na intenção de realizá-las, mas simplesmente como um grande embuste, para que os membros das igrejas durante toda a história, se movam segundo seu propósito. como uma pessoa que vê um Oasis no deserto, na forma de uma miragem, sem contudo, nunca alcançá-lo.
Se o Gondim tem a razão, o fato implicará necessariamente na seguinte possibilidade, Há promessas que Deus fez e faz, sem qualquer interesse de cumpri-las, Tornando-o mentiroso, reduzindo a volta de Cristo, como uma grande promessa de campanha do tipo que nossos políticos corruptos fazem.
Por fim, se podemos reduzir o evangelho, a seguinte sentença:  “Jesus veio em carne, como cumprimento das promessas veterotestamentárias, morreu na cruz, ressuscitou ao terceiro dia, ascendeu aos céus, e voltará para buscar a sua igreja, como cumprimento das profecias neotestamentárias”. Logo, Acreditar que o Gomdim tenha razão, é categorizar a verdade do Evangelho, há uma utopia, já que uma sentença para ser verdadeira ela tem que se sustentar em todas as suas assertivas
Infelizmente o Pr. Ricardo Gomdim, está ensoberbecido e embriagado pela grande que  é teologia de Jurgen Moltmann (http://gavetateologica.wordpress.com/2009/10/30/jurgen-moltmann-e-a-teologia-da-esperanca/,), e que fere de morte a fidelidade e realidade concreta das Escrituras Sagradas e a ortodoxia teológica.
Maranata!!!! Ora vem Senhor Jesus!!!!! 


Pr. Jonas Silva   


                                

3 comentários:

  1. Augusto Ribeiro disse...:

    A volta de Cristo deve ser um agente de motivação na igreja para que esse mundo ideal já seja experimentado. Eu acho que, olhando nessa perspectiva, ele não falou algo tão fora dos padrões de uma teologia fundamentalista. Contudo ela não pode ser entendida de forma relativa deve ser entendida como algo real e literal. Maranata!!
    Augusto ( pregoeirocristao.blogspot.com )

  1. Pr. Jonas Silva disse...:

    Querido Augusto, concordo com você no tocante ao caráter motivador da perusia, contudo, categorizá-la como Utopia, aí passamos a ter um problema com toda a revelação, já que utopia é é um evento que pode ser pensado, mais jamais ser contretizado, logo, o carater de verdade das escrituras perde a sua concretude. Que Deus te abençoe!!! E obrigado.

  1. Augusto Ribeiro disse...:

    Esse é o erro, considerar a maior esperança da Igreja como Utopia... Uma abraço

 
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