O CÉTICO E O ATEU, SÃO HOMENS DE FÉ



 

            Como já havia dito no post anterior, estou fazendo uma pós graduação em docência da filosofia e da sociologia, as aulas acontecem todos os sábados das 08 às 17:00h, com o intervalo de uma hora de almoço, é um dia cansativo, contudo  maravilhoso, principalmente pelo contato com a turma, e as conversas que se originam, onde posturas das mais diferenciadas são postas e defendidas.
            No tocante a fé, podemos ver pessoas que se declaram cristãos, outros ateus e até alguns que se dizem cristão, contudo, entendem a Bíblia como um livro cheio de mitos e fábulas, por isso, declaram que o Cristo da fé necessita ser desconstruído.
            Em meio a este processo dialógico, pude perceber que tanto os ateus e os céticos são homens de grande fé, capaz de acreditar em um grão de mostarda e remover uma montanha, que é a realidade de um Deus, que se revelou por meio das Escrituras Sagradas.
            Tal premissa se estabelece, quando indagamos aos mesmos, ateus e  céticos, a respeito da base das suas teorias e pressupostos, geralmente ouvimos  respostas como: tal pensador disse, a ciência comprova ou não dá para acreditar em um livro como a Bíblia.
            Mas diante das respostas, só nos resta realizar algumas outras interpelações, tais como: qual a sua experiência de comprovação com a verdade defendida? Você tem provas daquilo que o pensador diz, ou ainda você tem provas concretas que a Bíblia é uma mentira. A resposta se apresenta de diversas formas, em discursos longos ou curtos, sob forma de diversos artifícios retóricos, contudo se traduz e se resume em um redondo não.
            Diante do quadro que se instalou, ou seja, alguém requerendo como verdade aquilo que ele não tem prova, balizando os seus pressupostos em uma premissa que não tem garantia de inerrância, ou execrando algo da sua vida simplesmente pelo fato de não se adequar a racionalidade e a sua pseudo-intelectualidade. Só encontrei uma resposta plausível para a atitude dos céticos e ateus, eles são homens de fé.
            E fé no sentido mais estrito da Palavra de Deus, como está posto em Hebreus 11:1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”, ou seja, eles esperam e tomam como certo  que aquilo que os pensadores disseram seja verdade, acreditam que não existe um Deus, ou que a Bíblia não é a Palavra de Deus, contudo sem provas concretas e reais, fundamentando suas verdades em teorias e teoria, só para lembrar, é uma verdade que embora revestida de cientificidade não há comprovação científica.  
            Mas o pior dessa fatídica comprovação, é que me descobri como um cético, no sentido de está acreditando em algo comprovável, já que cotidianamente venho experimentado vidas sendo transformadas, curas sendo realizadas e algumas delas comprovadas por antes e depois em exames médicos, e por isso tenho constado de certa forma empiricamente que a Palavra de Deus, é uma revelação superior e divina. Enfim, o Cético e Ateu ao acreditarem naquilo e na forma que eles dizem que acreditam e deixam de acreditar, têm tido mais fé do que eu, pois venho simplesmente acreditando em algo experimentado, logo, comprovado. Por isso estou rogando ao Senhor: Deus produz uma fé em meu coração, na medida da fé de um Ateu ou Cético, pois sei que assim conseguirei remover montanhas.

Pr. Jonas Silva 

           
           
  

3 comentários:

  1. Muito bom Pr. Jonas. Brilhante exposição. Deus continue abençoando-lhe ricamente. Paz. Apareça lá nosso blog.

  1. Cético disse...:

    Sua argumentação se baseia numa generalização que todo ateu/cético se baseia em pensadores para ter sua "descrença". O texto ignora a experiência do homem, como se toda experiência afirmasse a existência de algo que supõe a existência de um ser divino. Muitas pessoas vivem a margem de uma vida, com experiências que não levam a crê em nenhum ser divino. Essas pessoas não tem fé em nenhum homem, nem em uma ideia, elas só reproduzem o reflexo de sua realidade.

    Outra crítica é que segundo o senhor, não crer em Deus através de teorias, se faz um ato de fé. Não é preciso ter fé para ter conhecimento. O conhecimento se dá através de estudos, e testes onde se provam coisas, e desaprovam. Através de estudos rigorosos a ciência desmentiu vários fatos biblícos, estudos arqueológicos sobre a idade da terra, estudos biológicos sobre a formação do homem. Quando você vê uma caixa vermelha a sua frente, não é preciso ter fé, para acreditar que a caixa é vermelha, porque está se observando a mesma. A existência divina não aparece para todos, apenas para os homens de fé que estão dispostos a vê Deus em acasos, ou situações interessantes. Não crer em Deus é um ato cientifico, observatório, e cauteloso até se apresentarem provas da existência do mesmo.

  1. Jonas Silva disse...:

    A grande questão, caro cético, e que você tem uma definição equivocada E reducionista de “Fé”, em um sentido religioso.
    Fé no sentido que trato é aquele elemento epistemológico que me permite a apropriação daquilo que não tenho como atestar.
    Mesmo você enquanto estudioso, lendo os teóricos, você tem a experiência com o objeto de estudo, ou você acredita naquilo que eles dizem sem nenhuma comprovação pessoal?
    Tudo que a ciência diz você viu, ou acredita sem ver? Isso não seria Fé?
    A construção da história como se dá? Será que os historiadores viram tudo que aconteceu? Ou eles acreditam nas suas fontes:? Será que as fontes me dão garantia da fidegnidade? Não poderiam ser manipuladas? Quando um professor dá uma aula de história ele não está exercendo um ato de fé? Não se constrói a história a partir da oralidade por exemplo? Não é assim a história da Grécia antiga? Baseada nas obras de Homero, autor que nem sabemos que existiu realmente?
    Quando se apropria do materialismo histórico de Max para fazer uma leitura da história, esta seria a única? Não há outras teorias relevantes para se ler a história e que parte de outras perspectivas? Quando um escolho uma ou outra teoria eu não estou exercendo um ato de crença no sentido de acreditar neste ou naquele teórico.
    Da mesma forma a construção o objeto religioso, tem suas fontes, metodologias e perspectivas, a fé tem um elemento racional também, dentro da perspectiva que me aproprio daquilo ou da explicação que parece mais razoável, para o homem de fé, a sua fé jamais será um absurdo.
    Amigo, se você tiver um controle e comprovação de tudo que você defende, realmente você pode se intitular de Cético, se não tema acredite você é um home de Fé, se não tiver mas fé na ciência mais do que muito religioso.
    O grande antagonismo da Modernidade é achar e tratar a ciência como um Deus, atualmente esta epistemologia não é mais tão aceita na pós modernidade, Modernidade Líquida, surgiro Lê alguma coisa de um das maiores filósofos brasileiro da atualidade MARCELO DASCAL.
    Quanto a questão do que vejo e o que acredito, gostaria de lembrar que toda realidade é interpretada, a partir de um contexto, lingüístico, cultural, o seja todo conhecimento é um conhecimento hermenêutico, logo, a minha interpretação não é um produto acabado, só é uma possibilidade de interpretação do fato ou do experimento, então aquele que faz a experiência ainda tem fé na sua interpretação do fenômeno.
    Da próxima vez sugiro que você se identifique? Não se esconda por trás de rótulos? Pois você é muito mais de que um cético, é uma pessoa que teve experiências de vida, que como diria Hegel, que as antíteses da vida formaram o que você é, mas você não é um produto acabado, lembre-se que a sua intelectualidade não dar sentido e resposta para tudo que você vivencia. Por isso, não se esconda nem dos homes e nem de Deus!!!

 
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