CRISTIANISMOXATEÍSMO RELACIONAL (REPUBLICADA)

                                     

Encaramos como um dos grandes inimigos do cristianismo, o Ateísmo, materializado na ausência da crença em Deus.

O homem ao tornar-se ateu, ou pelo menos ao se declarar, deve fazer um esforço hercúleo, pois, o relacionamento com o transcendente é uma espécie de necessidade essencial do ser humano.

O asseio pelo transcendente é corroborado pelo fato, que por mais primitiva e isolada que seja o grupo social, ele tem a idéia da existência de uma divindade superior, e, de uma realidade transcendente.

Ser ateu é uma opção de fé extrema, pois ao se declarar ateu, tal declaração implica em calar violentamente a voz da essência humana, que clama por um relacionamento com Deus.

A minha preocupação não é com esse tipo de ateísmo, e sim com um ateísmo, que vejo como bem mais sutil, que um ateísmo relacional, pois, esse tipo de ateísmo pode está presente na vida de pastores e de membros de igreja.

O Ateísmo relacional se expressa basicamente na irrelevância de Deus, que se traduz no fato que mesmo se declarando crédulas, pessoas conduzem as suas vidas como se Deus não existisse como uma realidade palpável e genuína.

O Ateísmo relacional é o terreno sólido onde o cristianismo pós-moderno ficou as suas bases, que redundou em uma espiritualidade humanista, centrada no homem, em uma liturgia que mais parece um show, e na proclamação de uma mensagem que parte do homem para o homem.

Este ateísmo está sendo vivenciado cotidianamente por pessoas ditas cristãs evangélicas, que vivenciam a sua vida cristã independente de Deus, sem uma adoração genuína, sem os valores do Reino de Deus, sem o temor de Senhor. Ou seja, por mais religiosas que se declarem, na prática, vivem suas vidas como se o Senhor não existisse ou não fossem verdadeiramente importantes para elas.

O Ateísmo relacional cristão pode se expressar especificamente nas seguintes atitudes:

1) Um relacionamento com Deus restrito aos dias de domingo, e uma ausência de relacionamento nos demais dias da semana;

2) Os valores do Reino não têm o peso de regra de fé e prática, os princípios bíblicos são sufocados pelos valores do mundo pós-moderno (consumismo, sensualidade, imoralidade, misticismo etc);

3) Uma Igreja onde se declara o Senhorio de Deus, mas, na prática, os seus deuses são seus lideres, que mandam e desmandam, estabelecem estratégias que são verdadeiros estelionatos, apelidados de atos de fé, sem qualquer confrontação bíblica;

4) Uma completa ausência de temor de Deus na vida das pessoas, muitos cristãos, não pesam mais a vontade de Deus ao tomarem decisões na sua vida secular e até mesmo, contraditoriamente, na vida espiritual;

5) Uma espiritualidade onde a benção é mais importante do que o Abençoador, onde o efeito do que a causa, ode se prega igrejas e denominações, e não o Senhor da Igreja;

6) Um estilo de vida ambíguo, onde no discurso é cristão, mas na essência e na prática, é extremamente mundano, onde a fonte de satisfação são os valores seculares distorcidos pela pós-modernidade;

O Ateísmo Relacional é o cristianismo vivenciado pela Igreja de Laodicéia, relatado no Capítulo 3 do livro de Apocalipse, uma igreja, que cultuava liturgicamente, que se declarava cristã, com pastores presbíteros e diáconos, mas, no entanto, Jesus estava fora daquela comunidade eclesiástica, por não encontrar espaço na vida das pessoas,, ao ponto de clamar: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo (Apoc 3:20).

Pr. Jonas Silva





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