TEOLOGIA: PRECISO DE UMA PARA VIVER

    

 

            Algumas poucas coisas me incomodam tanto, como os modismos que venho  me deparando e assistindo, ao longo dos anos, no seio da igreja evangélica brasileira.
            Muitas delas anunciadas como os novos ventos do avivamento, novo mover, e seus adeptos requerem para as mesmas uma autoridade normativa tal, que passam a discriminar os grupos que não aderirem ao novo movimento. A novidade, vem revestida de autoridade teológica e deve por a abaixo toda a tradição que recebemos das gerações que nos antecederam.
            Não obstante a autoridade teológica e normativa requerida, a maioria destes modismos tem como fonte, a experiências de seus idealizadores, ou uma interpretação bíblica particular, destituída das boas e salutares regras de hermenêutica e exegese.
            Infelizmente ou felizmente, eu acho que estou ficando velho e cansado, e os anos me fez perceber, que não há teologia saudável extra bíblica, e que é impossível universalizar a experiência como querem os profetas dos novos moveres.Esquecem-se os mesmos, que a experiência é particular, e restrita no tempo e no espaço a um indivíduo ou a um grupo.
            A Palavra de Deus nos faz lembrar que pelos frutos conhecemos as árvores, e fico hoje, me perguntando quais foram os frutos que alguns moveres que assisti com estes olhos que talvez a terra haja de comer, mas, que um dia, caso isso aconteça, ressuscitará no dia do Senhor, por isso faço um panorâmica de alguns movimentos, para que você amigo leitor possa me ajudar a encontrar a resposta.
            Houve uma época que alguém recebeu a revelação que a igreja deveria voltar ao judaísmo, e por isso deveria celebrar as festas, guardar o shabat, cantar canções em ritmos judaicos (nada contra e até gosto), as igrejas eram decoradas com menorás, estrelas de Davi, bandeiras de Israel, Jesus passou a ser chamado de Yeshua,  Deus de o Eterno, e Jerusalém passou a ser a Meca do Cristianismo tupiniquim, foram tempos difíceis, onde o Shofar falava mais que os pregadores, e de tensão entre a nossa tradição ocidental e os judaizantes de plantão.
            Em outra época, alguém proclamou que a essência do Evangelho não era a salvação, mas, a batalha espiritual, e aí foi uma loucura, uma verdadeira caça as bruxas, fantasmas e demônios de plantões. Eu reconheço que esta nova onda foi injusta com o Diabo, pois o mesmo passou a ser culpado por coisas que talvez ele não tivesse nada a ver (equipamentos de sons quebrados nas igrejas, brigas de casais, separações, falta de santidade individual, etc).
            Nesta época, os livros de Rebeca Brown eram mais lidos do que a Bíblia, e as palavras que eram mais propagadas nas igrejas eram: quebras de maldições, amarrar o valente e mapeamento espiritual. Tenho que confessar que nestes dias, a reflexão espiritual, devia em muito a espiritualidade medieval.
            Teve uma época que a cura interior, era o mote espiritual de muitas igrejas brasileiras, as práticas no cultos eram um misto de psicologia com espiritualidade, misturada com xamanismo, naqueles dias, a onda era fazer regressão, para resolver as questões que a boa e poderosa mensagem do Evangelho, não era capaz de resolver. Cristãos pagavam em peso de ouro, peso da ignorância espiritual, para participarem de congressos e ministrações de cura interior.
            Mais recentemente surgiu a onda, que para mim, foi a que causou o maior empobrecimento na música evangélica brasileira, que foi o mover chamado de adoração profética, recheadas de letras e melodias pobres e repetitivas que pareciam mais mantras, sempre combinações das mesmas palavras, tais como: Noivo, noiva, amado, montanha, monte e coração. Aliado a isso, havia verdadeiro histerismo nas reuniões: choros, gritos, risos incontroláveis, pessoas rolando no chão, imitando leões, e até alguns mal educados que ministravam de costas para a igreja (gente estranha em uma igreja esquisita!), e em um ponto  concordo com seus adeptos, as coisas eram bem extravagantes.
            E assim caminha a igreja Brasileira, a passo de formiga e a procura de novidades que possa dar algum sentido a vida cristã neste lado dos trópicos, mas, a história vem mostrando que entra movimento e sai movimento, o que fica é a boa e velha teologia  lastreada e sedimentada nas Sagradas Escrituras. Por isso grito em boa e alta voz: TEOLOGIA PRECISO DE UMA PARA VIVER!!! MAS QUE SEJA BÍBLICA E COERENTE.  

PS. Me perdoem os movimentos e modismos que não foram contemplados no POST, é que são tantos, que  ia ficar muito extenso.  
Pr. Jonas Silva


“Adoração Profética” Novidade? Moda? Esquisitice?


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