PRIMEIRO ANO DO BLOG CAMINHANDO EM SANTIDADE: POR QUE ME TORNEI BLOGUEIRO?


 

Hoje exatamente estamos completando o primeiro ano do Blog Caminhando em Santidade, foi um ano de amadurecimento paulatino em cada uma das 68 postagens e 12.068 acessos.
Talvez os números não sejam tão expressivos, contudo, que são números em um processo de dialogo, onde o silêncio às vezes fala mais que muitas palavras.
Como já disse, mas, me permita ser redundante, tudo começou a um ano atrás, em um apartamento do Hospital São Marcos, onde estava acompanhando a minha esposa Juliana que iria fazer uma cirurgia, e entre a sua ida ao centro cirúrgico e o retorno ao apartamento, como bom hiper ativo que sou, característica que nunca me permite me dar o direito ao “nadismo”. Entre lidas e voltas no quarto, resolvi ligar para casa, e perguntar a minha filha Júlia como fazer um Blog. Depois do processo de “alfabytização”  estava pronto a cara do Blog.
Mas aí veio a parte mais difícil, encarar o desafio de enfrentar uma folha em branco, que se diga de passagem, é um inimigo cruel, confrontador, quase cínico, mas, decidi enfrentá-lo em cada post deste primeiro ano de existência. Mas o que colocar naquelas folhas? Para manchar a sua cálida e mórbida brancura, com algo que fizesse sentido.
Neste processo, tenho que admitir, fui egoísta, pois o que mais fazia sentido para mim, eram as minhas inquietações, em relação a igreja, a teologia, o viver cristão, em fim, aquilo que evangelicalismo Brasileiro se tornou, ou quem sabe eu mesmo tenha me tornado.
E tive que expressar a minha relação de amor e ódio, ódio por tudo aquilo que vejo: as heresias, a teologia da prosperidade, a falta de compromisso dos evangélicos deste país, a falta de ética,e por aí vai. Contudo, de amor, pois amo a igreja do Senhor o suficiente, para estar nela independentemente daquilo que os vendilhões da fé fizeram com a mesma, e amo loucamente ao ponto de compreender que lutar pelas mudanças vale a pena.
Postar para mim, não é a busca da grandiosidade pessoal, de divulgação do meu ministério, mas antes de qualquer coisa, um processo dialógico que tem como produto, obviamente, o diálogo, e diálogo, é muito mais que palavras e verdades prontas, é um exercício do próprio ser.
As postagens são sempre oportunidades de entrar em sintonia com outras vidas, de estabelecer o dialogo, de ouvir, de confundir muitas vezes alguns leitores, que acharam que eu estava dando respostas, quando na verdade, eu estava simplesmente perguntando, clamando por ajuda, indagando, buscando algum sentido para a minha existência eclesiológica.
Em fim, me tornei “blogueiro”, simplesmente para poder mostrar para o mundo uma parte do que sou, e ser não implica em ser melhor ou pior, maior ou menor, mas, antes que qualquer coisa um exercício da própria existência.
Agradeço primeiramente a Deus, que é a mola propulsora de tudo que fiz, agradeço aos leitores, que acharam ou não algum sentido no que escrevi, mas resolveram se dar e me dar a oportunidade do diálogo, agradeço aqueles que nunca deram tanta importância ao blog, agradeço aqueles que encararam o blog como mais um concorrente no mercado, para estes últimos digo ,que ser e existir não é uma disputa, mas simplesmente viver, e posso dizer, vivi um ano nesta aventura existencial, que é o blog caminhando em santidade,

Pr. Jonas Silva


TEOLOGIA: PRECISO DE UMA PARA VIVER

    

 

            Algumas poucas coisas me incomodam tanto, como os modismos que venho  me deparando e assistindo, ao longo dos anos, no seio da igreja evangélica brasileira.
            Muitas delas anunciadas como os novos ventos do avivamento, novo mover, e seus adeptos requerem para as mesmas uma autoridade normativa tal, que passam a discriminar os grupos que não aderirem ao novo movimento. A novidade, vem revestida de autoridade teológica e deve por a abaixo toda a tradição que recebemos das gerações que nos antecederam.
            Não obstante a autoridade teológica e normativa requerida, a maioria destes modismos tem como fonte, a experiências de seus idealizadores, ou uma interpretação bíblica particular, destituída das boas e salutares regras de hermenêutica e exegese.
            Infelizmente ou felizmente, eu acho que estou ficando velho e cansado, e os anos me fez perceber, que não há teologia saudável extra bíblica, e que é impossível universalizar a experiência como querem os profetas dos novos moveres.Esquecem-se os mesmos, que a experiência é particular, e restrita no tempo e no espaço a um indivíduo ou a um grupo.
            A Palavra de Deus nos faz lembrar que pelos frutos conhecemos as árvores, e fico hoje, me perguntando quais foram os frutos que alguns moveres que assisti com estes olhos que talvez a terra haja de comer, mas, que um dia, caso isso aconteça, ressuscitará no dia do Senhor, por isso faço um panorâmica de alguns movimentos, para que você amigo leitor possa me ajudar a encontrar a resposta.
            Houve uma época que alguém recebeu a revelação que a igreja deveria voltar ao judaísmo, e por isso deveria celebrar as festas, guardar o shabat, cantar canções em ritmos judaicos (nada contra e até gosto), as igrejas eram decoradas com menorás, estrelas de Davi, bandeiras de Israel, Jesus passou a ser chamado de Yeshua,  Deus de o Eterno, e Jerusalém passou a ser a Meca do Cristianismo tupiniquim, foram tempos difíceis, onde o Shofar falava mais que os pregadores, e de tensão entre a nossa tradição ocidental e os judaizantes de plantão.
            Em outra época, alguém proclamou que a essência do Evangelho não era a salvação, mas, a batalha espiritual, e aí foi uma loucura, uma verdadeira caça as bruxas, fantasmas e demônios de plantões. Eu reconheço que esta nova onda foi injusta com o Diabo, pois o mesmo passou a ser culpado por coisas que talvez ele não tivesse nada a ver (equipamentos de sons quebrados nas igrejas, brigas de casais, separações, falta de santidade individual, etc).
            Nesta época, os livros de Rebeca Brown eram mais lidos do que a Bíblia, e as palavras que eram mais propagadas nas igrejas eram: quebras de maldições, amarrar o valente e mapeamento espiritual. Tenho que confessar que nestes dias, a reflexão espiritual, devia em muito a espiritualidade medieval.
            Teve uma época que a cura interior, era o mote espiritual de muitas igrejas brasileiras, as práticas no cultos eram um misto de psicologia com espiritualidade, misturada com xamanismo, naqueles dias, a onda era fazer regressão, para resolver as questões que a boa e poderosa mensagem do Evangelho, não era capaz de resolver. Cristãos pagavam em peso de ouro, peso da ignorância espiritual, para participarem de congressos e ministrações de cura interior.
            Mais recentemente surgiu a onda, que para mim, foi a que causou o maior empobrecimento na música evangélica brasileira, que foi o mover chamado de adoração profética, recheadas de letras e melodias pobres e repetitivas que pareciam mais mantras, sempre combinações das mesmas palavras, tais como: Noivo, noiva, amado, montanha, monte e coração. Aliado a isso, havia verdadeiro histerismo nas reuniões: choros, gritos, risos incontroláveis, pessoas rolando no chão, imitando leões, e até alguns mal educados que ministravam de costas para a igreja (gente estranha em uma igreja esquisita!), e em um ponto  concordo com seus adeptos, as coisas eram bem extravagantes.
            E assim caminha a igreja Brasileira, a passo de formiga e a procura de novidades que possa dar algum sentido a vida cristã neste lado dos trópicos, mas, a história vem mostrando que entra movimento e sai movimento, o que fica é a boa e velha teologia  lastreada e sedimentada nas Sagradas Escrituras. Por isso grito em boa e alta voz: TEOLOGIA PRECISO DE UMA PARA VIVER!!! MAS QUE SEJA BÍBLICA E COERENTE.  

PS. Me perdoem os movimentos e modismos que não foram contemplados no POST, é que são tantos, que  ia ficar muito extenso.  
Pr. Jonas Silva


“Adoração Profética” Novidade? Moda? Esquisitice?


 
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