PECADOS E PECADINHOS : A RELEVÂNCIA DO IRRELEVANTE


Fico muitas vezes meditando a respeito do fato de mesmo sendo cristãos, estabelecemos um sistema de gradação de valores muito similar ao adotado pelo sistema pecaminoso que permeia este mundo.

Temos uma tendência a desprezarmos atitudes, muitas vezes pecaminosas, que reputamos como coisas sem importância, tendo em vista, que sob esta ótica, são pecados de menor poder ofensivo.

Sempre aprendi Biblicamente, que para Deus, excluindo a blasfêmia contra o Espírito Santo, não há gradação de pecados, pecado é pecado e é afrontar a Lei de Deus, e por isso não há pecadinho ou pecadão. Perdoe-me os gramáticos, mas, pecado é uma palavra que não aceita nem aumentativo e nem diminutivo.

O desprezo pelos pseudo pecadinhos denotam o desprezo pela vontade e santidade de Deus como um todo, revela o egoísmo, a falsidade, o ódio, o rancor, incontidos e enraizados em vidas que tentam esconder esta realidade, por meio de uma religiosidade expressa em atitudes consideradas relevantes em detrimentos das “irrelevantes”.

Fazendo esta reflexão fico pensando em certas atitudes que vejo cotidianamente, cometidas insensivelmente de forma contumaz por “santos” homens de Deus, e me encho de indagações.

Fico intrigado! Chegar atrasado ao trabalho e sair cedo, não é roubar o patrão? E se o Patrão é o governo? Não seria lesar o contribuinte? Mas, como cristãos, apontamos para o Congresso Nacional e denunciamos todas as desonestidades ao Erário Público.

Acho engraçado! Ao se receber uma ligação telefônica, e pedimos cumplicidade para que alguém minta, e diga que não estamos. Inventar desculpas esfarrapadas quando atrasamos ou erramos. Isto não seria mentira? Mas ensinamos as nossas crianças que o Diabo é o pai da mentira e quem mente é filho dele.

Fico perplexo! Furar filas, trancar carros alheios em estacionamentos, levar vantagem sobre as outras pessoas, fazer uso do velho diabólico jeitinho brasileiro. Isto não seria egoísmo? Mas, ensinamos e pregamos sobre o amor de Deus e o amor ao próximo.

Fico ainda mais intrigado! Subornar, sonegar impostos, transigir as leis de trânsito, poluir o meio ambiente, sujar praças, pisar em gramados (desprezando o aviso: Não pise na grama), vender produtos imprestáveis por meio de propaganda enganosa. Não seria desonestidade? Mas ensinamos que Deus disse: Não roubarás.



Jesus ensina no sermão do monte (Mateus Cap. 5), que as pequenas atitudes, que na maioria das vezes desprezamos, são quem revelam verdadeiramente as disposições do coração, o Mestre e Senhor faz uma confrontação direta à ética religiosa que despreza erroneamente atitudes consideradas pequenas em detrimentos das consideradas importantes: Ira/homicídio; olhos impuros/adultério. Por isso não devemos esquecer: Gigantes espirituais cresceram centímetro a centímetro.



Pr Jonas Silva






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