NATAL DOS FLINSTONES E O NATAL PÓS MODERNO



                           
                                      

            Um dos dilemas vivenciados por este pastor em sua adolescência, era o fato da família Flinstones, personagens de Hanna Barbera, comemorarem o natal, ainda na pré história, logo, obviamente antes de Jesus Cristo ter nascido.
            Aquilo que me causava indagações na adolescência, ou seja, a comemoração do natal antes de Cristo, logo sem Jesus. Hoje, já passando dos 40 (quarenta) anos, outros dilemas acerca das festas natalinas me faz entender que o natal dos Flinstones não é muito diferente das comemorações, natalinas na pós modernidade.
            Quando analisamos a importância e papel de Jesus no natal contemporâneo, a ideai acerca da pessoa de Cristo, parece estar em perfeita consonância com a idéia dos multisignificados  para os conceitos já estabelecidos, onde cada um dá o significado que julgar possível.
            O Natal contemporâneo é uma festa no qual o seu principal e único personagem, Jesus Cristo, foi alijado da comemoração, as pessoas lembram  de Papai Noel, da luzes, dos presentes, do Peru, do Chester, do que do próprio Cristo.
            Lembro que na minha infância, que toda ornamentação de natal, possuía em sua constituição o presépio, com o menino Jesus na manjedoura, os pastores em volta, para fazer lembrar que Ele havia nascido um dia em Belém da Judéia, e que o natal era exatamente a comemoração deste fato.
            Na contemporaneidade as decorações de natal são marcadas pelas luzes, e principalmente por Papai Noel, gerando no consciente e inconsciente das pessoas, que o que é importante não é o nascimento de Jesus, mas, ganhar presentes, e, principalmente consumir e gastar.
            As pessoas na sociedade consumista contemporânea ganham e dão presentes, mas se esquecem que o principal presente do natal foi providenciado por Deus, fruto do seu inaudível amor, que é a pessoa do seu filho Jesus encarnado, se não no dia 25 de dezembro, em algum dia da história para resgatar o homem de seus pecados e opressão.
            As pessoas se abraçam se confraternizam, fazem festas e banquetes, se embriagam, são falsos em suas congratualações, e se esquecem de parar para agradecer e parabenizar o dono e aniversariante da festa que é Jesus. Mas como falar em gratidão, se foi perdido a concretude e força do significado do nascimento e encarnação do filho de Deus.
            Quando comparo com as outras festas do nosso calendário, entendo que não é no carnaval que as pessoas se fantasiam, pois muitas vezes elas dão vazão as que são realmente. Mas, é no natal, pois mesmo de cara limpa, é comum ver pessoas transvestidas, em nome do espírito natalino, em personagens que não são: bom chefe, bom cristão, bom amigo, caridoso e por aí vai,
            O natal só faz sentido quando Jesus deixa de ser um mero personagem histórico, o qual se comemora o seu nascimento no dia 25 de dezembro, para ser um personagem pessoal que nasceu em nossos corações em algum dia da nossa existência, por isso, chega a conclusão que as fetividades natalinas contemporâneas, sem a pessoa do Cristo, é como o natal dos Flinstones, ou seja, materialista e consumista, sem qualquer possibilidade de significado  cristã concreto e real.


Pr. Jonas Silva


Só para lembrar e conferir estou postando o Filme do Natal dos Flinstones!!!


                          

NATAL EM CORDEL - REPUPLICADA


Ficheiro:Literatura de cordel.jpg
A história do nascimento de Jesus, contada em CORDEL, que uma das expressões da cultura Nordestina.

Literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome originado em Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, o nome foi herdado (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

 Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.

No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
(fonte Wikipedia)




DESCONHECIDOS ÍNTIMOS

S

            Ultimamente eu venho pensando muito a respeito dos relacionamentos que estabeleci ao longo da minha jornada, enquanto ser vivente. E tais reflexões se intensificam quando perco alguém querido, ou mesmo quando alguém próximo está em risco iminente de partir.
            Pois diante da concretude ou da possibilidade de cessarem os relacionamentos neste mundo físico, sempre me faço a pergunta: O que eu sei a respeito da vida do outro? Quem ele é ou era?
            A questão que vem me surpreendendo é que embora a posição da pessoa seja de proximidade (Pai,mãe,  Irmão, Irmão em Cristo, Pastor, colega de trabalho, esposa, filhos), sei muito pouco sobre a existência deles. Não estou falando em saber o nome, onde mora, que time torce, qual a sua comida predileta e coisas do gênero. Estou querendo ressaltar o conhecimento existencial, que implica em saber: qual são os seus dilemas, qual foi a sua estrada, quais os seus traumas, dores angustias, o que as fazem sorrir ou chorar, quem eram seus pais, e outras profundidades do gênero.
            Diante da questão, surge outra: Quantas pessoas verdadeiramente me conhecem? Sabem coisas sobre a minha existência, sobre a minha estrada.
            Diante das duas questões, a conclusão plausível, é que as pessoas na maioria das vezes, travam relacionamentos protegidos por barreiras, onde o seu verdadeiro eu se torna inacessível ao outro.
            Sempre procuramos nos mostrar protegidos por máscaras, é a mascara de pai, de filho, de mãe, de irmão, de cristão, de colega de trabalho, de pastor, de ovelha, de professor, de aluno, mascaras que refletem o politicamente correto, fundamentais para executar com integridade e ao mesmo tempo com superficialidade existencial o “scripit” do nosso personagem social.
            Aquilo que enxergamos no outro, muitas vezes é sedimentado e construído em andares existenciais ao logo da vida, andares estes, que muitas vezes não enxergamos, mas que sustentam aquilo que é demonstrado no dia a dia, e que muitas vezes nos contentamos.
            A verdadeira comunhão, que é muito mais que um encontro de personagens, pois consiste em um encontro de existências, só é possível segundo a Bíblia, para aqueles que estão na luz (Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros Jo 1:7a),
            A implicação de estar na luz, remete a comunhão para um novo patamar de relacionamento, que é aquele onde enxergamos e somos enxergado, que não tem nada a ver com aqueles momentos dos cânticos congregacionais de comunhão onde nos abraçamos, pegamos na mão, dizemos retoricamente que nos amamos. Ter comunhão é abri-se existencialmente para o outro.
            Gostaria de propor um desafio, faça uma lista de pessoas consideradas “íntimas” (pais, pastores, irmãos, parentes etc), rompa com a superficialidade, e comece a pensar o que realmente você sabe sobre a existência de cada um deles, e talvez você vá descobrir, que muitos ou todos, não passam de desconhecidos íntimos

Pr. Jonas Silva

PS: O Curta  acima, para  mim, fala profundamente sobre como a nossa existência é formada, e como muitas vezes o que enxergamos na vida dos outros, ou mostramos  da nossa, são construídas em cima de coisas que estão visualmente imperceptíveis na profundidade do mar da nossa existência. 

DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA EM GARANHUNS (PE)


Eu vi a matéria acima no último sábado (26/11/11), exatamente no intervalo das aulas da pós graduação que estou fazendo em docência do ensino da filosofia. Ao mostrar a matéria, o debate, como é comum no meio de pensadores, teve inicio, e depois de varias colocações, nos lembramos das aulas do nosso professor de Metodologia Científica. E de um livro escrito pelo Dr. MARCOS ROBERTO NUNES COSTA, recentemente lançado adquirido por boa parte da Turma; COMO NORMATIZAR TRABALHOS ACADÊMICOS. No livro do Ilustre Doutor, que inclusive é professor da Universidade Federal de Pernambuco, o autor fez registrar um fato que nos deixa ainda mais estarrecidos, com a atitude de quem avaliou e rejeitou o trabalho científico em questão. Para dirimir qualquer dúvida estarei transcrevendo trecho do citado Livro consignado na página 38:
“Agradecimento é parte opcional de um trabalho monográfico. É algo puramente subjetivo. Deve refletir os sentimentos do autor para com pessoas, entidades, etc”  

O que me chama atenção na questão é a ignorância e desrespeito, quase que medieval, por parte dos julgadores do citado trabalho acadêmico, pois uma imposição desta monta, rejeitar uma produção cientifica simplesmente por ter um agradecimento a DEUS, é a materialização de um preconceito, a imposição de um pensamento calando os divergentes.
Lembremos que o nosso país é laico, mas não é ateu, conforme está consignado no preâmbulo da Constituição Federal:
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, SOB A PROTEÇÃO DE DEUS, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. (grifo nosso)

Devemos rasgar a Constituição Federal por fazer menção do nome de Deus, parece que na lógica de alguns estudiosos da Universidade Federal Rural de Pernambuco, sim, devemos rejeitá-la, pois finalmente, deveríamos agradecer a Assembléia Nacional Constituinte e não a Deus  pela sua promulgação.
Constituição que também garante em seu Artigo 5o "é inviolável a liberdade de consciência e de crença..."
Vivemos dias onde os debates pelos direitos das minorias e dos discriminados, vem sendo uma agenda concreta em nosso país, falamos: em Direito dos Negros, Dos índios, dos gays, contudo, acho que deve entrar nessa agenda também o direito dos Católicos e Protestantes, para evitarmos que sejamos discriminados por mentes sectárias, medievais e fechada em sua ideologia ateia, acho que está na hora dos cristãos deste país tomarem posição ante os descalabros que se impõe diante de nós .  



Pr. Jonas Silva

O EVANGELHO DO DIABO X O EVANGELHO DE CRISTO




Dando continuidade ao post anterior, que trazia uma reflexão a partir da tentação de Cristo relatada nos Evangelhos ressaltando que a linha de argumentação usada pelo Diabo é a mesma que muitos pregadores hoje vêm fazendo uso para encher as suas igrejas.
            O interessante, é que se depreende dos relatos consignados nos Evangelhos, que o Diabo sempre partia na sua argumentação de um texto Bíblico, contudo, desconectado de seu sentido real. E é exatamente isso que muitos pregadores hoje vem fazendo, na tentativa de dar respaldo a uma idéia mística ou campanha de milagres, apropriam-se de um texto bíblico e fazendo uma aplicação totalmente desconectada de sua real mensagem.
            O interessante é que o diálogo entre Jesus e o Diabo foi um confronto hermenêutico, o Diabo interpretava o texto de forma desconectada com sentido da revelação e Jesus sempre trazia uma nova porção das Escrituras para por as coisas em seu devido lugar.
            Estou sistematizando um pouco deste dialogo logo a seguir:

Diabo
Texto Bíblico
Jesus
Texto Bíblico
Mensagem focada na necessidade periférica e transitória do homem (Pão) (Mat 4:3 e Luc 4:3)
Salmos 2:7
A necessidade do homem não é simplesmente coisa materiais o que sustenta o homem á a Palavra de Deus e seus Decretos (Mat 4:4 e Luc 4:4)
Deut 8:3
Mensagem que supervaloriza o homem, e o torna superior ao próprio Deus ao ponto de desafiar a própria soberania de Deus (Mat 4:6 e Luc 4:9 ).
Salmos 91:12
Deus sempre será soberano, logo devemos nos submeter aos seus desígnios, não passando a sua frente. (Mat. 4:7 e Luc 4:12)
Deut 6:16
Produz uma falsa adoração, na tentativa de alcançar graças, pessoas adoraram personalidades ou, placas denominacionais (Mat 4:8 e Luc 4: 6)
 Gen 3
O único que deve ser alvo da nossa adoração é o Senhor Deus, Ele a causa primeira de todas as coisas. (Mat 4:10 e Luc 4:8)
Deut 6:13

            O Diabo como hermeneuta e exegeta sempre vai  fazer uso das Bíblia para reforçar ou respaldar uma tese espiritual falaciosa e que visa os seus próprios interesses, já Jesus sempre fará uso das Escrituras para a glória de Deus.
            Esteja atento para a mensagem que você tem ouvido, mesmo que partam da Bíblia, nem sempre ela será Bíblica e conectada com a revelação e inspiração Divina.


Pr. Jonas Silva



   

O DIABO É UM PREGADOR DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE



 


Na última aula da disciplina de apologética que ministro no Seminário Batista Nacional (SETEBAN), seminário da Convenção Batista Nacional, convenção a qual faço parte, O Seminarista Samuel fez uma observação bastante perspicaz e intrigante, que é o fato, que outrora, os adversários apologéticos eram outros: mórmons, Testemunhas de Jeová, Adventistas etc. Mas,  hoje, temos que estudar apologética para estabelecer argumentos contra as heresias que fincaram base dentro da própria igreja evangélica, e vem falaciosamente revestida de novo mover ou revelação e de interpretações bíblicas espúrias e pouco ortodoxas.
Diante de perspicácia do aluno, veio em minha mente o quadro da tentação de Jesus, relatado nos Evangelhos (Mateus 4:1-11, Mc 1:12-13 e Luc 4:1-13), e como o Diabo estrutura uma argumentação bíblica para desviar pessoas do bom caminho da verdade.
Inicialmente ressalto que toda a argumentação que o Diabo usou no diálogo com Cristo   durante a tentação, foi a partir de algum texto bíblico, contudo, com aplicações e significados que o texto não possuía e nem queria dar, ou seja, O evangelho pregado pelo Diabo é um evangelho que buscará respaldo em textos bíblicos mal aplicados e geralmente fora do contexto.
Por parecer ecoar da bíblia, o evangelho do Diabo vai ter o poder de enganar muitas pessoas bem intencionadas, contudo desprovidas de entendimento bíblico.
 O Evangelho pregado pelo Diabo sempre tomará como ponto de partida a necessidade humana, contudo, não a necessidade existencial de ter um relacionamento com Deus, mas, sim, necessidades físicas e transitórias. O primeiro argumento que o Diabo usou com Jesus foi o desafio de transformar pedras em pães, o que parecia bastante razoável em relação a Cristo, já que o mesmo estava a 40 (quarenta) dias em Jejum.
O Evangelho do Diabo é aquele que promete o pão, o feijão, o carro novo a porta de emprego, a empresa, fazendo uso de textos bíblicos desconectados do seu contexto e da sua mensagem, contudo, sem revelar que a principal necessidade e fome do homem, não são  coisas transitórias. Jesus, por outro lado, mostra que o que sustenta existencialmente as pessoas é que o procede da boca do Senhor e Criador.
O Evangelho pregado pelo Inimigo de nossas almas estabelece para o homem uma consciência de poder que ele mesmo não detém, é a mensagem que ressalta o fato que o homem manda e Deus obedece. Jesus ao ser colocado no alto do templo lembra que a nossa vontade tem que se submeter a vontade do Soberano Deus. Não é o que eu quero mas o que ele quer, que pular do pináculo sem uma direção de Deus é uma irresponsabilidade espiritual.
Nesta perspectiva o Evangelho do Diabo é o Evangelho do desafio, que assevera: dê tudo, pule do pináculo, faça loucuras em nome da fé, tente o Senhor, determine que Deus obedece.
 Por fim, o Evangelho pregado pelo Diabo é aquele estabelece uma falsa adoração, ou seja, ele parte da perspectiva que Deus não é o centro, mas aquilo que pensamos conquistar em nome de Deus. Jesus refuta dizendo:“ que só o Senhor adorarás, e só a ele dará culto.”. 
         Fico imaginando que muitos membros da Igreja Evangélica do Diabo tem conquistado reinos deste mundo, se prostrando e adorando outros deuses, e ainda assim acreditam que estão sendo abençoados por Deus.
O Diabo como pregador do Evangelho da prosperidade,  vem atraído multidões para ouvir a sua mensagem, fundado grandes denominações, enganado pessoas, e estabelecido uma adoração que não é direcionada ao único Deus. Infelizmente tenho que concordar com o Seminarista Samuel,  precisamos fazer uma apologética dentro de nossas próprias igrejas, expulsando o Diabo dos púlpitos com sua mensagem falsamente lastreada nas Escrituras que não conduz o homem ao Eterno Deus.

Pr. Jonas Silva.

O EVANGELHO DA AUTO AJUDA

Tenho ido freqüentemente a uma livraria evangélica em minha cidade e duas coisas vem me deixando preocupado. A primeira, para minha frustração, que mesmo tendo sido lançado a alguns meses, ainda não chegou aqui na Veneza Brasileira o CD novo da Banda Resgate, prova que Recife é a maior cidade pequena do mundo.

Não atingido o meu objetivo de comprar o CD da Banda Resgate, fico com cara de besta, olhando as estantes de livros, ai se estabeleceu a segunda preocupação, que é a constatação que a temática da literatura evangélica vem trilhando o mesmo rumo dos livros de auto-ajuda.

A literatura de auto-ajuda é o grande filão do mercado editorial brasileiro, são livros com temáticas sugestivas, que promovem a falsa idéia que o leitor irar encontrar neles as respostas para alguns de seus dilemas existenciais, e que após a leitura, o mesmo terá sua vida transformada.

Na verdade a auto-ajuda parte do pressuposto humanista, que o homem encontrará as respostas e remédio para sua dor existencial, nele mesmo, contudo, fica a pergunta: Será que esta é a perspectiva do Evangelho do Senhor Jesus Cristo?

Não só não duvido, como proclamo aos quatro ventos, que o Evangelho é a grande resposta para os grandes dilemas existenciais da humanidade, contudo, o foco e a fonte da ajuda não está dentro do homem, e sim em Deus que se revelou, entre outras formas, por meio das Escrituras e da pessoa do Nosso Senhor Jesus Cristo.

A literatura de auto-ajuda evangélica, com seus títulos alentadores ou desafiadores, com boas sacadas de Marketing, vem levando a uma geração de Cristãos a abrirem mão da boa reflexão bíblica, da exposição das escrituras e da reflexão teológica, em detrimento de um cristianismo antropocêntrico e mono-facetado, no sentido que questões complexas, que antes eram resolvidas com a ajuda do alto (dos céus), agora parecem ser resolvidas com formulas mágicas consignadas em livros de péssimo teor doutrinário e teológico.

Parece que o Evangelho vem coexistindo pacificamente com a superficialidade do homem contemporâneo, o qual a existência se resume enganosamente em meros perfis em rede sociais, e a comunicação, revestida da falsa capa do diálogo, ocorre no ambiente cibernético, É o homem do imediatismo, das formulas prontas, do consumo desenfreado, da superficialidade existencial, do conhecimento de apostilas e do Google.

O Evangelho que deveria ser um contraponto libertário para superficialidade e aridez existencial do homem contemporâneo, levando-o a pensar a sua existência a partir da perspectiva Bíblica. Parece que no afã de estabelecer um ponto de contato com este homem vem abrindo mão de seus pressupostos basilares, pressupostos estes, que não combinam com auto ajuda, pois o homem pecador e caído não tem condição de ajudar a si mesmo.

Não são fórmulas mágicas que irão libertar o homem, mas o arrependimento e mudança de atitude em relação a sua vida com Deus, não é o novo conhecimento que transforma o homem, mas, sim, o novo nascimento.

Temo pelo futuro da Igreja, pois uma igreja que não trata o pecado, como tal, que não ensina a genuína Palavra de Deus, que as revistas de escolas Bíblicas Dominicais não mais abordam temas teológicos, que oitenta por cento do espaço das livrarias evangélicas, são destinados aos livros do tipo auto-ajuda ou devocionais, igreja esta que mesmo crescendo em número, falhará em seu principal propósito que é trazer a ajuda do alto para transformar existencialmente o homem da sua geração.



Pr. Jonas Silva





SOU RESPONSÁVEL PELO QUE DIGO, NÃO PELO QUE VOCÊ ENTENDE


SOU RESPONSÁVEL PELO QUE DIGO, NÃO PELO QUE VOCÊ ENTENDE



            Eu tenho que confessar que adoro clichês, e a frase que dá o título a este post,  pesquei do blog da Rô (http://mulheresabias.blogspot.com/). Como blogueiro que muitas vezes tenta questionar as coisas que meus olhos não casam e nem param de enxergar, a frase vem fazendo todo sentido para mim.
            Muitas vezes me deparo com certos comentários em alguns posts, que me deixam intrigados, primeiramente pela falta de educação, depois pela falta de racionalidade, e finalmente por muitas vezes atribuir aos meus textos coisas que não disse e nem queria dizer.
            Talvez você que esteja me lendo neste momento, esteja exatamente pensando que todo texto é passível de interpretação, e eu concordo, contudo, fica, a questão: O autor deve ser responsável pelas interpretações levianas, e desconectadas com o verdadeiro sentido do texto? A resposta mais simples seria, é obvio que não.
            Mas essa lógica, tão obvia, parece não nortear a argumentação de certos comentadores, pois aos fazerem ataques pessoais a partir de suas interpretações levianas e vazias, parece que não só me tornei responsável pelo que disse, mas também, pela imbecilidade e incapacidade de entender o sentido do texto postado.
            A hermenêutica pós-moderna dá supedâneo para a pluralidade de interpretações, tornado-as todas aceitáveis e possíveis, não podendo sobre sua ótica, se encontrar um significado fixo para um texto, e que tanto a identidade como a intenção do autor são irrelevantes para a sua interpretação, ou seja, todas as interpretações são igualmente válidas, ou igualmente sem significado. 
            É a hermenêutica pós-moderna que vem permitindo todo tipo de interpretação Bíblica, destituída que qualquer sentido original que o autor sagrado registrou por meio do processo revelacional, é a tese da possibilidade da pluralidade de interpretações que norteia as Igrejas Neo Pentecostais com todos os seus excessos e desvios doutrinários, a ordenação feminina, a teologia gay e novidades do gênero.
            A hermenêutica pós-moderna declara a morte do autor, pois a mesma só se torna viável, partindo da tese, que aquilo que o mesmo registrou e queria dizer em seu texto ou discurso, poder não ter nada a ver com a interpretação de suas palavras e idéias, pois o sentido dado, é só mais um sentido, mesmo que a interpretação implique em assassinar o autor, calar a sua voz,  violentá-lo na essência de suas idéias.
            Por mais aceitável que pareça as ideias da hermenêutica pós-moderna, nos debates filosóficos, gostaria de firmar uma posição, o autor deste blog ainda não morreu e nem foi arrebatado, por isso, caso você tenha dúvida quanto ao sentido do texto, pode me perguntar e tirar suas dúvidas, uma vez as mesmas esclarecidas, pode me culpar pelo que disse.
Mas, caso contrário, caso você queira dar um sentido novo ao meu texto, com suas interpretações e projeções, mesmo com frases entre aspas, que perdem o sentido fora do contexto, gostaria de lembrá-lo, que sua interpretação não é de minha responsabilidade.
Não atire pedras no suposto autor do texto, pois ele, o texto, pode ter sido forjado por sua própria interpretação, sendo, o texto interpretado, de sua responsabilidade, mesmo que venha assinado por este pobre blogueiro.
E me perdoe a minha querida e companheira de Blogosfera, Irmã Rô, caso tenha dado um sentido a sua frase, que não tenha sido o que ela pretendia, mas se isso por ventura tenha acontecido, assumo total responsabilidade, e aceito as suas explicações.

Pr. Jonas Silva

A IGREJA NARCISISTA E A TEOLOGIA DE JOÃO NARCISO


  



            Narciso era um personagem da mitologia grega que se apaixonou por sua própria imagem refletida em um ribeiro de águas límpidas. A paixão foi tanta, que a sua vida e satisfação passaram a ser a contemplação do reflexo seu próprio rosto, tal fixação, o levou a morte.
            Da mitologia grega surgiu a partir dos estudos da psicanálise o termo narcisista, que em linhas gerais é alguém que nutre amor excessivo a si mesmo e por sua própria imagem, para um narcisista a beleza e a perfeição está nele mesmo. Um poeta definiu muito bem o que é ser narcisista: “ é que narciso acha feio o que não é espelho”.
            Mas essa altura você deve estar me perguntando o que Narciso tem a ver com teologia?, E finalmente, quem esse teólogo João Narciso?
            Embora Freud não explique, o Narcisismo teológico é uma debilidade que leva certos cristãos a terem uma grande dificuldade de aceitarem qualquer outro cristão que não pense de forma semelhante a ele mesmo.
            O Narcisista teológico, tem uma dificuldade imensa de separar usos e costumes de doutrinas bíblicas, para ele, crente que é crente tem que se vestir como ele (usar paletó em pleno meio dia em cidades tropicais, as mulheres tem usar roupas que não bastem ser decentes, mas tem que ser saias compridas, coques etc).
            O irmão narcisista praticamente prega que fora do seu grupo não há salvação, os integrantes das outras igrejas não são irmãos, são primos, que para se tornarem irmãos, e, conseqüentemente salvos, necessitam entrar para a sua igreja.
            Os Pastores narcisistas não permitem que Pastores de outras denominações preguem em suas igrejas, mesmo que eles usem a mesma Bíblia, falem do mesmo Jesus e anunciem o mesmo Evangelho, afinal, Pastor Narcisista acha feio o que não é espelho.
            A teologia narcisista não permite dialogo com qualquer outra interpretação bíblica, mesmo que razoável, acerca dos mais controversos temas teológicos periféricos: Soterogia (Calvinistas x Arminianistas), Escatologia (pré x pós tribulacionistas, amilenistas x milenistas), Dons do Espírito Santo (tradicionais x pentecostais).
            O Narcisismo teológico estabelece uma linha divisória entre aqueles aderiram a sua interpretação, e, os outros que pensam diferente dele. O narcisista geralmente pergunta ao se deparar com outro irmão: Se ele é reformado, ou pentecostal, ou qual é sua denominação. Antes mesmo de perguntar se ele foi Salvo pelo mesmo Jesus, ler a mesma Bíblia, tem a mesma esperança em Cristo Jesus.
            O Crente Narcisista olha para o espelho e pergunta: Espelho, espelho meu existe alguém mais crente do que eu? Existe uma Igreja mais salva que a minha? Ou, Existe denominação mais santa que a minha?
O Narcisista não estar preocupado em pregar o Evangelho do Reino, e sim anunciar as ideais de seu teólogo predileto, João Narciso, em suas mensagens ele aparece mais do que o Senhor Jesus. Geralmente ele é mais narcisista que o próprio João Narciso. Pois finalmente o que seria do Apóstolo Paulo e dos Evangelhos se João Narciso não os tivesse interpretado.  .   
Infelizmente a denominação, o irmão e a teologia narcisista acham heresia aquilo que não é espelho, correndo o risco de falecer em seu sectarismo, por não compreender que unidade não é uniformidade, e que o Corpo de Cristo não impõe um exclusivismo denominacional ou teológico.  

Pr. Jonas Silva


A MARCHA PARA JESUS: A TEOLOGIA DE DODÔ E OSMAR



 

            Hoje, no dia 24 de outubro de 2011, acontecerá em minha cidade (Recife) a Marcha para Jesus, evento que suscita vários debates e dúvidas. Na própria Igreja que pastoreio, fui interpelado por diversos membros acerca da questão.
            A minha resposta em linhas gerais, foi sempre afirmar: Acho a idéia maravilhosa, ajuntamento das igrejas evangélicas para abençoar a cidade, contudo a forma que se impõe, pelo menos aqui em Recife, enxergo como deplorável e totalmente desconexa do propósito inicial.
            Falo isso, não como alguém que finca suas bases no preconceito, mas sim, como um expectador que já participou da Marcha, inclusive por dois anos, do alto de um trio elétrico.
            O que observei como expectador da Marcha, foi um verdadeiro carnaval fora de época, embalado por músicas gospel, onde o propósito inicial só servira, para chancelar o evento, contudo, a “práxis” não deixa nada a dever aos blocos baianos.
            O que me incomoda, é ter minha inteligência violentada, pelo discurso de muitos pastores e lideres que asseveram que a marcha é um ato profético, de fundamental importância para a conquista espiritual das cidades. Pois, a mesma, a inteligência, me leva a perguntar: Qual a importância de um ato dito profético, restrito a um único dia do ano, diante de uma igreja que se omite de sua responsabilidade profética durante os outros 364 (trezentos e sessenta e quatro) dias do ano, responsabilidade esta, que impõem: denunciar pecados, injustiças sociais, batalhar na dimensão espiritual.
            A Marcha deste ano em minha cidade, vem revestida de uma nova motivação, que é opor-se a passeata gay ocorrida a semana passada no mesmo local, que impõe uma nova lógica equivocada, vamos mostrar  que somos maiores e melhores, que o outro grupo. Mas, será que é esta dimensão que a cosmovisão cristão impõe para enfrentarmos a situação? Ou será, que a confrontação, serve de desculpa, e de oportunidade para os políticos cristãos colherem dividendos, usando a igreja como massa de manobra.
            Infelizmente, diante da pseudo e sórdida espiritualidade que lastreia a Marcha para Jesus, onde as danças, as vestes, as atitudes, a músicas, não objetivam a adoração a Deus, e, sim, dar vazão a carnalidade, desta feita, chancelada pelas igrejas evangélicas.
            Em relação a Marcha para Jesus, só encontro base teológica, na teologia de Dodô e Osmar,  baianos que inventaram o trio elétrico, que afirmavam: Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu. Contudo, fica a dúvida: Será que quem morreu e nasceu de novo iria?

Pr. Jonas Silva
  
                                                                    

AS FACAS GUINSU CORTAM AS MEIAS VIVARINA? E MEUS OUTROS DILEMAS


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               Acho que no meado da década de 80 ou início da de 90, estavam iniciando as atividades da rede POLISHOP, veiculando na televisão produtos “fantásticos”, que prometiam coisas inacreditáveis, dois destes produtos, gerou na minha cabecinha talvez o maior dilema existencial vivenciado por mim, e, que não consegui resolver até hoje. Já que aquele dilema básico: Quem sou eu? De onde eu vim? Para onde vou? O Evangelho tratou de resolver.
            O grande dilema era exatamente saber se as facas guinsu 2000 cortavam as meias vivarina. Deixa eu explicar, nos comerciais da polishop geralmente eram apresentados vários produtos em seqüência, e naquela época era veiculado um comercial de uma faca que cortava tudo, as facas guinsu 2000, e, logo, em seguida era apresentado uma meia indestrutível, que nada cortava ou perfurava, as meias vivarina.
            Tal fato, deixou a minha cabeça em parafusos e fervendo, com a grande questão: Se a faca guinsu 2000 corta tudo e as meias vivarina nada corta, finalmente as facas guinsu cortam as meias vivarina? Para maiores esclarecimentos, e dirimir qualquer dúvida, estou postando os dois comerciais.
Tal dilema foi ressuscitado nestes dias, quando estava ministrando aula para a minha turma de apologética no Seminário Batista Nacional, e tratava do princípio da não contradição.  
            O tempo passou, tenho que admitir, estou ficando velho, me tornei entre outras coisas pastor, e juntamente com o antigo dilema venho vivenciando uma série de outros, dos quais gostaria de partilhar alguns deles com você amigo leitor.
            Qual a razão de tantos pastores pregarem em seus púlpitos, sobre a necessidade de unidade entre os irmãos em suas igrejas, contudo, não se unem com os outros colegas pastores?
            Como é possível declarar que o Reino de Deus é uno, contudo, muitos lideres encaram as outras denominações como concorrentes? .Mesmo que muito parecidas doutrinariamente, mudando muitas vezes só a cor dos templos
            Como pastores pregam sobre o dever dos irmãos nunca abandonares as suas igrejas, contudo, abandonam as suas convenções para fundarem ministérios independentes?
            Por que muitos lideres falam do dever dos membros de suas igrejas, cooperarem com o trabalho das igrejas que pastoreiam, inclusive financeiramente, mas, nunca cooperam com os trabalhos da igrejas de seus colegas? Muitas vezes da mesma convenção, e sonegam a parte devida a sua entidade representativa
            Qual a razão dos pastores  não se satisfazem só com o título (pastor), e, agora querem ser apóstolos, querubins, quase deus e outras megalomanias eclesiológicas? Como se o título mudasse alguma coisa em seu chamado.
            Como as igrejas evangélicas no Brasil têm crescido tanto, contudo, a qualidade ética dos membros e a doutrinária das igrejas, têm piorado?
           
            Querido leitor, eis aí alguns dos dilemas  vivenciados por este pobre pastor, o que me faz chegar a conclusão, que resolver a questão ds facas guinsu x as meias vivarina, se tona tão irrelevante, e tão simplória, que só posso afirmar: Era feliz e não sabia. Mas se você puder me ajudar na resolução de algum desses dilemas, inclusive os da faca guinsu 2000, por favor post um comentário aí embaixo.


Pr. Jonas Silva.
           
           

           

A RAZÃO DA FÉ E A FÉ DA RAZÃO




Acho uma das questões mais incompreendidas entre os Cristãos é a relação entre a fé a razão. Para muitos, a fé a razão são irreconciliáveis, ou seja, o homem de Fé não pode ser racional, e nem o homem da razão pode ter fé.
O embate entre a ciência e a religião contribuiu para que a distância entre a razão e a fé aumentasse a cada discussão, pois o homem da ciência por se achar tão racional, olha para o homem da fé, no exercício de sua crença como destituído de qualquer sentido racional  
Tal conceito permeou, de forma inconscientemente e até conscientemente  a minha vida durante muito tempo, e se materializava na assertiva, “a fé é um salto no escuro”
Não obstante a tal visão de fé, lastreada na ingenuidade e irracionalidade, Sempre a achei de certa forma, incoerente e simplista, diante da complexidade e profundidade que é o ser humano, criado a imagem e semelhança de Deus, dotado peculiarmente da razão. Sem falar que dar saltos no escuro, destituído de qualquer sentido de esperança, desconhecendo o que brotará da escuridão, pode ser definida como ingenuidade ou loucura.,
Tudo bem, eu sei que você que estar lendo, já deve ter me categorizado, como mais um pastor que perdeu a fé, e agora tenta justificar o fato. Mas, a grande questão, é exatamente ao contrário quando compreendi o papel da razão na fé, me tornei mais ousado espiritualmente falando.
Em primeiro lugar a minha fé é fruto da compreensão racional de quem Deus é, pois quando compreendo que Ele o que diz, posso crer Nele, e assim confiar absolutamente em seu caráter perfeitamente bom.
A minha fé é fundamentada na compreensão racional que as escrituras é a mais absoluta verdade, por isso, posso acreditar no que ela diz e fazer o que ela manda, por isso RACIONALMENTE posso entre outras coisas:
a)    Orar pelos enfermos confiando no milagre;
b)    Expulsar demônios;
c)    Acreditar no céu e no inferno;
d)    Compreender que há uma dimensão espiritual;
e)    Posso acreditar no poder transformador do evangelho, e, pasmem os pentecostais;
f)     Falar em línguas e me apropriar dos demais dons.

A minha fé se baseia ainda em outro fator, que é a experiência, ela vem sendo aumentada a cada dia, pois a minha razão vem se deparando cotidianamente, com vidas sendo transformadas, curadas, restauradas, vivenciando milagres, provas concretas da realidade espiritual ulterior. Logo, a fé não pode ser fruto de uma retórica vazia e utópica, mas ela encontra lastro no cotidiano vivencial da igreja.
A fé que salva é uma ação de Deus por meio do Espírito Santo, pela qual a razão humana, compreende a veracidade da mensagem do Evangelho, e percebe a necessidade de ter uma experiência com Deus., por meio do arrependimento e entrega pessoal ao Senhor mediante Jesus Cristo.
Por isso, não encontro qualquer incoerência ou imiscibilidade  entre a fé e a razão, já que o entendimento racional me leva a acreditar  cada dia em um Deus que se revelou pelas Escrituras Sagradas, e continua agindo soberanamente em nossos dias.

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Pr. Jonas Silva

                              


O EVANGELHO UMA GRANDE UTOPIA?



            Estava vendo vídeo acima, postado no youtube, no qual o Pr. Ricardo Gondin,estava falando sobre a volta de Cristo, e sua descrença em uma volta real visível, situada na história, demarcadas por sinais e eventos, conforme assevera Mateus Cap 24.
            Para ele a volta de Cristo é uma grande Utopia, uma mensagem motivadora para a ação evangelizadora da Igreja, contudo, na qualidade de utopia, nunca acontecerá na história. Ele lastreia a sua argumentação no pensador Jurgen Moltmann  enquadrando a sua obra  como  “preciosa”. http://teologia-contemporanea.blogspot.com/2008/02/jrgen-moltmann-1926.html
Embora os pressupostos do Ricardo Gondim, sejam algumas das idéias do referido teólogo liberal, não vou analisar o pensamento do Jurgmen Moltmann, e sim tomar como objeto argumentativo a fala do Pr. Ricardo Gondim,
Inicialmente quando categorizamos a volta de Cristo como uma utopia, criamos um problema para o caráter autoritativo das Escrituras Sagradas, em especial para a figura e a história de Jesus, consignadas nas páginas sagradas. Tendo em vista, que o que conhecemos do Filho de Deus encarnado, como ápice das promessas mesiânicas, e em especial a sua segunda vinda, está relatado no Novo Testamento.
Contudo um homem de Fé da Antiga Aliança, vislumbrava a pessoa de Cristo a partir das profecias e promessas, da Torá e dos Profetas, logo,  tal fato, implica necessariamente na seguinte questão:
a)    A segunda vinda de Jesua, segundo o Gondim revelada no NT é uma utopia;
b)    Se a segunda vinda é uma Utopia, logo, a primeira vinda Revelada no AT, também teria que ser uma Utopia, logo, o Cristo da Fé revelado, não é o Cristo da História. Então, se o Gondim tem a razão, o Cristo revelado no Antigo e Novo Testamento necessariamente é uma grande utopia, ou seja, nunca existiu concretamente.

Se Cristo revelado é uma Utopia, aí teremos um outro problema, que a garantia da fidelidade e concretude daquilo que a Bíblia revela, vejamos a seguinte linha argumentativa:
a)    Se o Cristo revelado no AT e no NT, é uma Utopia.
b)    Se A revelação muitas vezes é categorizada como promessa, e a Bíblia requer para ela mesma o caráter de ser a estrita verdade.
c)     Se a verdade tem que ser auto sustentável, e verdade sempre, o fato do Cristo ser uma utopia, implicará que as promessas Bíblicas são utopias, logo a verdade Bíblica é uma utopia.

O “Apocalipse segundo escreveu o Pr. Ricardo Gondim”, gera um outro  problema, que é em relação ao caráter de Deus, senão vejamos. se o Senhor prometeu a segunda vinda, o arrebatamento da Igreja, e coisas do gênero, contudo, segundo o Gomdim, ele usa tais promessas não na intenção de realizá-las, mas simplesmente como um grande embuste, para que os membros das igrejas durante toda a história, se movam segundo seu propósito. como uma pessoa que vê um Oasis no deserto, na forma de uma miragem, sem contudo, nunca alcançá-lo.
Se o Gondim tem a razão, o fato implicará necessariamente na seguinte possibilidade, Há promessas que Deus fez e faz, sem qualquer interesse de cumpri-las, Tornando-o mentiroso, reduzindo a volta de Cristo, como uma grande promessa de campanha do tipo que nossos políticos corruptos fazem.
Por fim, se podemos reduzir o evangelho, a seguinte sentença:  “Jesus veio em carne, como cumprimento das promessas veterotestamentárias, morreu na cruz, ressuscitou ao terceiro dia, ascendeu aos céus, e voltará para buscar a sua igreja, como cumprimento das profecias neotestamentárias”. Logo, Acreditar que o Gomdim tenha razão, é categorizar a verdade do Evangelho, há uma utopia, já que uma sentença para ser verdadeira ela tem que se sustentar em todas as suas assertivas
Infelizmente o Pr. Ricardo Gomdim, está ensoberbecido e embriagado pela grande que  é teologia de Jurgen Moltmann (http://gavetateologica.wordpress.com/2009/10/30/jurgen-moltmann-e-a-teologia-da-esperanca/,), e que fere de morte a fidelidade e realidade concreta das Escrituras Sagradas e a ortodoxia teológica.
Maranata!!!! Ora vem Senhor Jesus!!!!! 


Pr. Jonas Silva   


                                
 
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