OS SETE PECADOS CAPITAIS COMETIDOS PELA ESPIRITUALIDADE MODERNA



Um dos melhores episódios da série Dr. House, na minha opinião, é o 5o episodio da 1a temporada, onde ele trata de uma freira com alergia, que acreditava que possuía estigmas, contudo, o ponto alto do capítulo, é o dialogo entre Gregory House e uma outra freira na capela do hospital.

No Diálogo, Dr. House, com o sarcasmo que lhe é peculiar, aponta para o fato que os pequenos gestos da religiosa demonstravam o quanto a sua vida não estava liberta dos pecados considerados capitais.

Tal diálogo, me fez refletir acerca do quanto a nossa religiosidade encontra-se impregnada de carnalidade, de maneira que muitas das nossas atitudes apontam para uma premente necessidade de mudança, contudo, dentro de nosso relativismo, convivemos em verdadeira simbiose com nossas ambigüidades.

Inicialmente gostaria de ressaltar, que a gradação de pecados não encontra respaldo bíblico, pecado é pecado, não existe pecadinho ou pecadão, na ótica das Escrituras Sagradas.

Contudo, os pecados capitais definem algumas atitudes que apontam para o estilo de vida revestido de carnalidade.

O papa Gregório Magno no século VI instituiu os sete pecados capitais, que são os princípios que ferem a Deus, a própria pessoa e ao próximo.

Os sete pecados capitais são:

1) Gula: consiste em comer além do necessário e a toda hora;

2) Avareza: é a cobiça de bens materiais e dinheiro;

3) Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;

4) Ira: é a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor que às vezes é incontrolável;

5) Soberba: é caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente;

6) Luxúria: apego aos prazeres carnais;

7) Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.

Diante das definições dos pecados ditos capitais, comecei a refletir o quanto a espiritualidade moderna, embora de forma contraditória, vivencia uma espiritualidade que expressa carnalidade.

Vejamos os pecados ditos capitais aplicados a espiritualidade de nossos dias:

1) Gula: Quanto Cristãos são alimentados com a Palavra de Deus, contudo, como glutões não têm a menor disposição de compartilhar aquela palavra com pecadores famintos. O Cristão guloso, paga caro para ir a Congressos e capacitações, mas a não têm coragem de compartilhar o que foi ministrado com o Corpo de Cristo, que é a Igreja.

2) Avareza: Igrejas e Ministérios buscam bens materiais, contudo, esta riqueza só serve para o enaltecimento de sua própria bandeira denominacional, não investem em missões, não abrem congregações a não ser que lhe traga algum retorno financeiro, mesmo tendo recursos, não realiza ações sociais efetivas.;

3) Inveja: Ministérios brigam entre si, para demonstrarem qual é o melhor, o mais poderoso, vivenciamos dias de intensa disputa ministerial. Na ótica moderna, igrejas diferentes não são mais integrantes do indivisível Corpo de Cristo, mas sim concorrentes e rivais.

4) Ira: Na ótica da espiritualidade moderna, mercantilista em sua essência e carnal em sua prática, não se expressa o amor nos termos das Escrituras. Quantos líderes não respeitam o outro, não se falam, torcem para que o ministério do outro sucumba pelas adversidades e pela derrota.

5) Soberba: Na espiritualidade moderna não há espaço para a cooperação e mutualidade, os ministérios se acham auto suficientes, acreditam que não necessitam de nenhuma ajuda do ministério “rival”.;

6) Luxúria: A espiritualidade moderna, lastreada na teologia da prosperidade, forja uma igreja anacrônica que acredita em um Jesus que só serve para resolver os seus problemas financeiros, conjugais e de saúde, ou seja, o alvo desta espiritualidade, não é o transcendental, mas sim os bens materiais ;

7) Preguiça: Vivemos dias de uma Igreja que não prega a Palavra, que pessoas por mais recursos tecnológicos que possuam, têm cada vez menos tempo para as coisas do Senhor, O Cristão moderno é de ativistas social, mas um ocioso espiritual.




Pr. Jonas Silva.

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