O PESO DE MUITAS MEDIDAS: COMO AVALIAMOS VIDAS E MINISTÉRIOS



Na revista veja da semana, passada foi publica uma matéria sobre qual era o mais Beatles dos Beatles, se Jonh Lenon ou Paul Macartney. O autor, na tentativa de resolver a questão, criou uma série de parâmetros para estabelecer quem seria o maior expoente da banda inglesa.

A questão aguçou o meu “reflexomêtro”, e comecei a pensar com os meus botões que a questão de estabelecermos uma gradação de importância entre as pessoas acompanha o homem desde os seus primórdios: “quem é o melhor e o maior?” é um pergunta que sempre está nos circundando.

Os Discípulos de Jesus indagaram Jesus sobre a mesma questão: Marcos 10 “35 Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. 36 E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? 37 Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. “

Sob a perspectiva humana, a pergunta seria bem natural, pois a competitividade faz parte da natureza do homem. Contudo, Jesus não questionou a competitividade, mas os parâmetros usados para estabelecer quem é o maior ou melhor: Marcos 10 “42 Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. 43 Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; 44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

É muito comum a igreja se apropriar dos valores distorcidos do mundo para avaliar vidas cristãs e ministérios. Parece que sempre estamos à procura do melhor pastor ou pregador, do maior ministério, percorrendo o sentido contrário ao apontando pela Palavra de Deus.

Quando avaliamos vidas cristãs, tomamos como parâmetro principal a manifestação de dons espirituais, contudo, o próprio Jesus nos ensina que esse parâmetro é falacioso e escorregadio: Mateus 7:" Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade."

Quantas pessoas hojem buscam experiêcias místicas e fazedores de milagres, e atribuem a eles o título de supercrentes. Contudo, Jesus aponta que o caminho mais seguro seria observar a manifestação do fruto do Espiríto Santo na vida de cada cristão. Carisma sem caráter é ambinguidade.

A vontade de servir é encarada com desprezo pela Igreja hodierna. O que é importante é a imagem do obreiro e para isso, vale tudo: lentes de contatos, alisar e pintar o cabelo, ternos caros, sapatos caros, ou seja, ostentação de toda sorte e ordem.

O pastor moderno quer os seus pés lavados, mas lavar os pés dos discípulos, como fez Jesus Cristo, é um tanto estranho e não pega bem para os superpregadores da igreja moderna.

Fico imaginando no dia falado por Jesus, quantos pregadores de multidões e pastores famosos, pois milagres dão IBOPE, que fundamentavam o seu ministério não em uma vida de santindade, mas no terreno pantanoso do misticismo, serão extirpados da presença do Senhor Jesus Cristo.

Já para avaliarmos ministério, usamos como parâmetros o poder de econômico, se a denominação tem grandes catedrais, se possui programa televisivo, se abre igrejas em locais privilegiados em formato de franquia, quando deveríamos observar o serviço não só exclusivista, em prol de uma uma única bandeira denominacional, mas sim, o serviço ao Corpo de Cristo e do Reino de Deus .

Hoje se confunde ação missionária com expansão de mercado. Recursos do Reino de Deus são desviados da atividade genuínamente missionária para dividendos para o ministério.

Fica a indagação: Em nossa ótica, os nossos melhores Crentes, Pastores e Pregadores e os maiores ministérios, também são na ótica bíblica?



Pr Jonas Silva

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