QUEM COMPREENDE A MENTE DO PASTOR PARA SER SEU CONSELHEIRO?



Ser pastor é exercer uma das funções mais dignas e excelentes do mundo, pois ser ministro é trabalhar efetivamente na condução de vidas à eternidade, bem como, da implementação dos valores do Reino de Deus na vida do rebanho.

Contudo, não obstante a dignidade da função, estes dias estava conversando com um colega de Ministério, o qual compartilhava comigo, alguns embates que estava vivenciando, e percebi que tais embates não eram exclusividade sua, mas vejo, que muitos ministros espalhados na face da terra em menor ou maior grau também os vivenciam.

Ser Pastor é ter a capacidade de se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram em frações de segundo, quantas vezes, o ministro recebe a notícia de um nascimento de uma criança em um lar de seu rebanho, e expressa e sente toda alegria que o momento requer. Contudo, momentos depois, recebe a sórdida notícia da morte de uma ovelha, muitas vezes absurda, vil e inexplicável.

O pastor sofre estes picos de sentimentos, sem, contudo, fraquejar e ainda estar pronto para explicar o inexplicável, consolar o inconsolável, amar e dar atenção aos que no dia a dia o despreza.

Ser pastor é estar presente na vida de pessoas ausentes, pastores são abandonados no meio da caminhada, por pessoas que chegaram em seu rebanho quebradas e feridas, que foram amadas, cuidadas, edificadas. Quantas ovelhas nunca estão presentes quando mais os seus líderes precisam delas, mas sempre cobram a efetividade pastoral.

Ser Pastor é responder com o silêncio, as críticas, as acusações, e as injúrias, enfrentando as críticas infundadas de grupos que se formam dentro da igreja, que mesmo recebendo amor e resignação, destilam ódio e amargura.

Ser Pastor é ser justo com o injusto, pois, mesmo experimentando todo tipo de injustiça, o ministro nunca deixa de tratar a ovelha, como integrante de seu rebanho, sendo imparcial e constante.

Ser Pastor é dar quando precisa receber, pois mesmo passando por problemas, lutas, tristezas, chateado, desmotivado, sem vontade de cantar uma bela canção, mesmo assim, de domingo a domingo, encontra forças, para pregar, exortar, amar e cuidar.

Ser Pastor é não ter opção, diante de tantas opções, qualquer ovelha pode escolher não ir à igreja, fazer uma visita nos horários de reuniões, ou qualquer outra coisa do gênero, contudo, ao seu pastor nunca é reservado este luxo.

A família do Pastor talvez seja a maior vítima das lutas pastorais, pois os seus filhos, mesmo doentes, com provas para fazer, estão sempre presentes na igreja. Esposas e Filhos são testemunhas oculares do esforço dos seus “PAISTORES”, bem como, do descaso e da falta de amor que são tratados por seu rebanho.

Esposas de Pastor dividem seus esposos, não com uma amante, mais com um rebanho, pois, quantas vezes elas queriam estar com seus maridos a sós e discutir a relação, mas sempre estão acompanhados de ovelhas e discutindo o ministério.

Alguém já disse que de médico e louco todos temos um pouco, mas cheguei a conclusão que os Pastores têm muito destes dois extremos, pois mesmo vivenciando todas estas coisas, permanecem firme na fé e no ministério, e isto não é outra coisa se não loucura, por outro lado sempre se curam e é instrumento de cura na vida de seu rebanho.

É por essas e outras, que só quem consegue compreender a mente de um Pastor é outro Pastor, mas, você ovelha, mesmo sem entender, ame, zele, respeite, para que seus fardos sejam atenuados.



Pr. Jonas Silva






MEDIAÇÃO DE CONFLITOS UMA METODOLOGIA DO DIREITO COM PRINCÍPIO BÍBLICO





Estava assistindo no último sábado (20 de novembro de 10) a rede Globo, mais preciosamente o Globo Univesidade, e me chamou atenção a nova onda do poder judiciário americano, que é a mediação de conflitos, e percebi que á lógica do sistema, já havia sido ensinada a muito tempo pelo Senhor Jesus.
A metodologia da mediação de conflitos vem sendo a sensação no campo do direito, pois, tenta encontrar a solução de questões conflituosas por meio do dialogo, ou seja, tornar o litígio em consenso, ou próximo disso por  desição e ação dos próprios envolvidos.

Segundo Lilia Maia de Morais Sales, em (http://www.esmpu.gov.br/dicionario) “a  mediação representa uma forma consensual de resolução de controvérsias, na qual as partes, por meio de diálogo franco e pacífico, têm a possibilidade, elas próprias, de solucionarem seu conflito, contando com a figura do mediador, terceiro imparcial que facilitará a conversação entre elas.  A mediação possibilita a transformação da “cultura do conflito” em “cultura do diálogo” na medida em que estimula a resolução dos problemas pelas próprias partes. A valorização das pessoas é um ponto importante, uma vez que são eles os atores principais e responsáveis pela resolução da divergência.
Na pedagogia de Jesus parece a metodologia da mediação de conflitos, ocupou lugar fundamental na questão dos litígios entre irmãos, senão vejamos:




Lucas 18: 15 "Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. 17 E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano "

Observe os passos ensinados porJesus na resolução de litígios ente irmãos:


1) Dialogo - vai argüi-lo entre ti e ele só


2) Uso do Mediador - Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça.


Veja que o foco do ensino de Jesus, é que os litigantes encontrem prioritariamente no dialogo a própria solução da questão conflituosa, fazendo uso de um mediador caso necessário, sem, contudo, na impossibilidade da resolução, levar em conta  a possibilidade do litígio ser levado ao tribunal, que no caso concreto é a própria comunidade dos fieis, a igreja.


No Evangelho de Lucas Cap 12 Jesus novamente ensina a importância do diálogo na resolução de litígios: “57 E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo? 58 Quando fores com o teu adversário ao magistrado, esforça-te para te livrares desse adversário no caminho; para que não suceda que ele te arraste ao juiz, o juiz te entregue ao meirinho e o meirinho te recolha à prisão. 59 Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o último centavo.”
Observe que o nosso Senhor e Mestre recomenda, que o conflito seja resolvido antes do comparecimento ao Juiz, de preferência no caminho em direção do mesmo, ou seja, que se estabeleça o dialogo entre as partes e no dialogo o consenso, e do consenso a paz.


Neste sentido, Jesus aponta o uso do poder arbitral como último recurso, após esgotados as tentativas de conciliação por meio do dialogo, pois, a principal e mais difícil tarefa de um Juiz, não é estabelecer a justiça, mas sim promover a paz.


Nem sempre uma decisão arbitral, mesmo lastreada no justo e na justiça, convencerá, e, satisfará plenamente todas as partes envolvidas, cessando assim o conflito pessoal, restabelecendo a paz e a comunhão. Mas Jesus, que é o Príncipe da Paz, aponta para o fato que o dialogo e mediação, não só promove a justiça, mas principalmente a Paz.

O litígio muitas vezes é necessárel e até inevitável, contudo a quebra de comunhão, a raiz de amargura, o ódio e sentimentos do gênero, sempre estarão fora dos planos de Deus (RM 12:18) se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens, por isso, justiça boa não é aquela que simplesmente promove a justo, mas, principlamente a que consegue reestabelecer a paz e a comunhão, e neste sentido a mediação de conflitos, torna-se bem mais eficaz.






Pr. Jonas Silva






FÉ EM AÇÃO

A nossa Igreja (Igreja Batista Missionária Casa Forte), juntamente com o projeto Mão Amiga (Igreja Batista Alto Santa Izabel), projeto viver com Cristo (Alunos do Seminário Pentecostal do Nordeste), com o apoio das lideranças comunitárias de Santana, Torres Lemos e Vila Vintém, realizou no dia 20 de Novembro de 2010 o I - FÉ EM AÇÃO.

O Fé em Ação consistiu em ofertar Serviços Assistenciais às Comunidades Carentes do entorno da nossa Igreja.

Foi ofertado no Dia:

Aferição de Pressão arterial
Teste de Glicose
Corte de Cabelo
Curso de confecção de Pão e Pizza
Curso de Artesanato
Curso de Pintura de Camisas
Assessoria Jurídica
Recreação Infantil
Fotografias para documentos
Torneio de Futebol

Foram dias de intenso trabalho, mas valeu a pena, pois como diz as escrituras:  Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.(Salmos 126:6)


Veja o Vídeo do I - FÉ EM AÇÃO

video

Pr Jonas Silva

O MANIFESTO PRESBITERIANO SOBRE A HOMOFOBIA


O chanceler e reverendo da Universidade Presbiteriana Mackienzie, Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes, divulgou uma carta pública no site da instituição na última terça-feira (10) declarando que a comunidade Presbiteriana e a instituição de ensino a qual ele representa é contra a aprovação da lei "anti-homofobia".

 
Intitulado "Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia", o texto inicia citando o Salmo 1 e, apoiado nele, atenta para o fato de que a cultura brasileira está "permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado".

Já no segundo parágrafo, o reverendo vai direto ao ponto e diz que no momento atual "uma questão tem chamado a atenção do povo brasileiro, é o projeto de lei em tramitação da Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade" E defende o DIREITO, LEGÍTIMO EM UM ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, de poder criticar estilos de vida que estejam em desacordo com as ideias da igreja, no caso, a homossexualidade.
O manifesto afirma que pretende servir de orientação para a comunidade acadêmica. A carta continua e diz que repudia a ideia de que as manifestações bíblicas contra a homossexuais sejam caracterizadas como homofóbicas. Diz ainda que os profissionais da igreja têm o direito de criticar estilos de vida que não são compatíveis com a vida na fé.
Você poder ler a carta na íntegra a seguir e no site da instituição. http://www.mackenzie.br/manifesto_presbiteriano.html

"Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo

O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

 
Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

"Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, ". . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher" (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.
Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo".

 
Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes

Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie"

O MANIFESTO VEM CAUSANDO POLÊMICA, CONTUDO GOSTARIA DE CONCLAMAR A IGREJA DO SENHOR JESUS,  INDEPENDENTE DA TORCIDA DENOMINACIONAL, A TOMAR A SUA POSTURA PROFÉTICA, DE DENUNCIA DO PECADO, EXPRESSANDO O SEU APOIO AO MANIFESTO.

Pr Jonas Silva

A Religiosidade na visão de o Grande Inquisidor de Dostoiévski



O romancista russo Fiódor M. Dostoiévski, em sua obra Os irmãos Karamázov, traz um capítulo denominado: O GRANDE INQUISIDOR, que ao meu ver é genial para analisarmos o espiríto de religiosidade que  permeia a prática cristã da Igreja.
Tomei emprestado um resumo e comentário  do capítulo escrito  pelo Pr. Ricardo Gondim.


Enquanto Jesus operava milagres curando e ressuscitando mortos, o cardeal da cidade, o Grande Inquisidor, reconheceu o Senhor e o prendeu. Na penitenciária, questionou Cristo para saber por que ele voltara. O diálogo tornou-se tenso e cheio de revolta: "És Tu, és Tu?". Não recebendo resposta, acrescentou rapidamente: "Não digas nada, cala-te. Aliás, que mais poderias dizer? Sei demais. Não tens o direito de acrescentar uma palavra mais ao que já disseste outrora. Por que vieste estorvar-nos?".

O sacerdote extravasou sua ira porque Cristo havia proposto uma liberdade diferente da pregada pela igreja. Raivoso, alegou que "foram necessários quinze séculos de rude labor" para restaurar o estrago feito por Jesus e devolver aos homens o que ele considerava a verdadeira liberdade. Diante de Cristo manietado, continuou mostrando que a religião possuía uma liberdade maior que a de Jesus: "Fica sabendo que jamais os homens se acreditaram tão livres como agora, e, no entanto, eles depositaram a liberdade humildemente a nossos pés". O Grande Inquisidor, a seguir, passou a ensinar para Jesus que seu maior erro foi acreditar que os seres humanos valorizam o livre-arbítrio. A igreja teria corrigido essa falha. Tanto ele como seus colegas de sacerdócio vinham se esforçando por suprimir a liberdade proposta por Jesus com o propósito de tornar os homens mais felizes.

O Grande Inquisidor acusou Cristo de haver fracassado na tentação do deserto. Ele só recusara a proposta do Diabo de transformar pedras em pão (Mt 4.1-11) para não privar a humanidade de experimentar verdadeira liberdade. Caso ele operasse o milagre, os homens teriam obrigação de se tornarem seus discípulos, pois a sobrevivência humana dependeria de futuras intervenções divinas. Jesus achava que estaria comprando a lealdade de seus seguidores a preço de pão. E a acusação do Inquisidor concentrou-se em mostrar a inutilidade dessa opção do Senhor, pois as pessoas não querem viver livres.

O Grande Inquisidor usa do mesmo argumento quando afirma que Cristo errara ao abdicar à prerrogativa de pedir que Deus o livrasse fazendo-o aterrissar suavemente caso se jogasse do pináculo do templo. Segundo o algoz sacerdote, era vão querer discípulos por amor. As pessoas desejam seguir a Deus em troca de milagres e maravilhas. Elas negociariam a liberdade pela segurança de um mundo previsível, sempre controlado pela constante intromissão de Deus.

O religioso ainda declara que Cristo cometera um monumental deslize ao recusar a oferta do Diabo de conquistar os reinos do mundo. Bastava que ele o adorasse por um instante e não haveria mais guerras, fomes ou injustiças no planeta. Os reinos pertenceriam a ele e a ordem estaria segura.
Ao ler Dostoiévski percebo tanto a universalidade como contemporaneidade de seu pensamento. A religião anda na contramão do ensino de Jesus quando promete um mundo sem percalços e sempre previsível. Quando Os irmãos Karamázov foi escrito, essa teologia utilitária, que promete dourar a pílula da vida, ainda não se difundira tanto, mas foi amplamente denunciada. Jesus não quer ser amado pelo que dá, mas por quem ele é.

Os evangélicos brasileiros precisam acordar para o cerne do Evangelho que não promete um mundo seguro, sem perigos e livre de sofrimentos. A boa notícia é que o Senhor se dispõe a nos acompanhar em qualquer circunstância. Ouve-se, com freqüência, entre os evangélicos que Deus dará tudo o que seus filhos pedirem se, prostrados, o adorarem. Cuidado! Essa frase foi proferida por Satanás.



O PESO DE MUITAS MEDIDAS: COMO AVALIAMOS VIDAS E MINISTÉRIOS



Na revista veja da semana, passada foi publica uma matéria sobre qual era o mais Beatles dos Beatles, se Jonh Lenon ou Paul Macartney. O autor, na tentativa de resolver a questão, criou uma série de parâmetros para estabelecer quem seria o maior expoente da banda inglesa.

A questão aguçou o meu “reflexomêtro”, e comecei a pensar com os meus botões que a questão de estabelecermos uma gradação de importância entre as pessoas acompanha o homem desde os seus primórdios: “quem é o melhor e o maior?” é um pergunta que sempre está nos circundando.

Os Discípulos de Jesus indagaram Jesus sobre a mesma questão: Marcos 10 “35 Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. 36 E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? 37 Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. “

Sob a perspectiva humana, a pergunta seria bem natural, pois a competitividade faz parte da natureza do homem. Contudo, Jesus não questionou a competitividade, mas os parâmetros usados para estabelecer quem é o maior ou melhor: Marcos 10 “42 Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. 43 Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; 44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

É muito comum a igreja se apropriar dos valores distorcidos do mundo para avaliar vidas cristãs e ministérios. Parece que sempre estamos à procura do melhor pastor ou pregador, do maior ministério, percorrendo o sentido contrário ao apontando pela Palavra de Deus.

Quando avaliamos vidas cristãs, tomamos como parâmetro principal a manifestação de dons espirituais, contudo, o próprio Jesus nos ensina que esse parâmetro é falacioso e escorregadio: Mateus 7:" Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade."

Quantas pessoas hojem buscam experiêcias místicas e fazedores de milagres, e atribuem a eles o título de supercrentes. Contudo, Jesus aponta que o caminho mais seguro seria observar a manifestação do fruto do Espiríto Santo na vida de cada cristão. Carisma sem caráter é ambinguidade.

A vontade de servir é encarada com desprezo pela Igreja hodierna. O que é importante é a imagem do obreiro e para isso, vale tudo: lentes de contatos, alisar e pintar o cabelo, ternos caros, sapatos caros, ou seja, ostentação de toda sorte e ordem.

O pastor moderno quer os seus pés lavados, mas lavar os pés dos discípulos, como fez Jesus Cristo, é um tanto estranho e não pega bem para os superpregadores da igreja moderna.

Fico imaginando no dia falado por Jesus, quantos pregadores de multidões e pastores famosos, pois milagres dão IBOPE, que fundamentavam o seu ministério não em uma vida de santindade, mas no terreno pantanoso do misticismo, serão extirpados da presença do Senhor Jesus Cristo.

Já para avaliarmos ministério, usamos como parâmetros o poder de econômico, se a denominação tem grandes catedrais, se possui programa televisivo, se abre igrejas em locais privilegiados em formato de franquia, quando deveríamos observar o serviço não só exclusivista, em prol de uma uma única bandeira denominacional, mas sim, o serviço ao Corpo de Cristo e do Reino de Deus .

Hoje se confunde ação missionária com expansão de mercado. Recursos do Reino de Deus são desviados da atividade genuínamente missionária para dividendos para o ministério.

Fica a indagação: Em nossa ótica, os nossos melhores Crentes, Pastores e Pregadores e os maiores ministérios, também são na ótica bíblica?



Pr Jonas Silva

ANOREXIA ESPIRITUAL UM PROBLEMA DA IGREJA MODERNA


A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais.

Os estudiosos afirmam em linhas gerais que uma pessoa normal necessita ingerir 2.228 calorias oriundas de alimentos variados, que venham fornecer além da energia necessária, os nutrientes responsáveis para a manutenção do organismo.

Uma coisa que aprendi desde os primeiros passos na minha caminhada cristã, que a Palavra de Deus é o alimento espiritual, ou seja, ela fornece os nutrientes necessários para o desenvolvimento espiritual sadio.

Contudo, merece uma reflexão como anda a dieta espiritual dos cristãos de nossa geração, qual a quantidade e a qualidade do alimento oriundo da Palavra que vem sendo consumido.

É comum e desejável para uma boa manutenção orgânica, que as pessoas realizem três grandes refeições diárias (café, almoço e jantar) intercalados com lanches. Contudo, para a manutenção de suas vidas  espirituais,  qual a quantidade de refeições espirituais os cristãos vem realizando? Quantas leituras bíblicas são realizadas durante o dia? Quantos minutos de devocionais e de oração são destinados diariamente? Desta análise, podemos separar os crentes em alguns grupos, que caminham para a anorexia espiritual:



a) Crente “faquir”: É aquele que consegue manter a sua vida espiritual com uma única refeição semanal, geralmente aos domingos, eles pensam que a pregação dominical dará a energia e os nutrientes necessários para a manutenção de sua vida espiritual.



b) Crente “Fast food”: É aquele que faz a leitura da Palavra em caixinhas de promessas, realiza quatro orações diárias, geralmente pelas refeições e uma ao dormir.



c) Crente “Junk Food”: É aquele que consome alimentos de péssima qualidade nutricional, alimenta-se das pregações de auto-ajuda, oriundas da teologia da prosperidade, que geralmente são veiculadas nos programas evangélicos televisivos.



d) Crente “bulimico”: É aquele que vomita toda o alimento espiritual que ingere, ou seja, não retém nada, põe para fora por meio da crítica e da dureza de coração todas as verdades bíblicas que lhe foram pregadas.

A má qualidade nutricional da dieta espiritual de muitos cristãos vem estabelecendo uma geração de crentes desnutridos e que não se desenvolvem espiritualmente. Infelizmente é estarrecedora a constatação que a leitura bíblica foi banida das agendas de muitos membros de igrejas.

É impossível que alguém viva um cristianismo bíblico sem a Bíblia, mas, infelizmente é a tarefa que muitos intentam fazer, por isso, vem se estabelecendo um cristianismo anacrônico, fundamentado na experiência e nas pregações distorcidas de falsos mestres.

O problema da desnutrição espiritual possui dois fatores que contribuem isoladamente ou concomitantemente para o quadro.

A Igreja que priva os seus rebanhos da pregação expositiva e bíblica, que em nome do sucesso ministerial, foca a sua ação pastoral em entretenimento espiritual, não fornecendo um alimento sólido e consistente, formando uma verdadeira Somália espiritual, de crentes sem vigor e vida cristã genuína.

O segundo fator é desinteresse dos crentes pela Palavra de Deus, pois hoje, cada vez mais a práxis cristã, vem se moldando a necessidades e idiossincrasias humanas, em virtude disso muitos cristãos cortaram de suas vidas as verdades inconvenientes consignadas nas Escrituras, que confrontam os seus estilos de vidas.

Por isso, infelizmente temos que firmar a constatação, vivemos em meio a uma geração de anoréxicos espirituais. A desnutrição alimentar vem sendo uma preocupação de várias entidades espalhadas na face da terra. Mas, quem cuidará da desnutrição espiritual?




Pr. Jonas Silva

 
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