SE TIRIRICA FOSSE EVANGÉLICO EU VOTARIA NELE


Uma das candidaturas mais comentadas no cenário político brasileiro é a do humorista Tiririca à vaga de Deputado Federal pelo estado de São Paulo.

Os acessos aos vídeos no youtube referentes as chamadas do humorista veiculados no guia eleitoral, são estrondosos, comentários e artigos em revistas são publicados, a exemplo do escrito por Roberto Pompeu de Toledo, na veja de 25 de Agosto, com o título: Pode piorar sim Tiririca.

Diante da repercussão da candidatura de Tiririca, e da grande probabilidade da sua eleição, fica a indagação, para não dizer indignação: Por que no Brasil elegemos artistas, estilistas, pregadores, famosos de plantão, contudo, sem qualquer proposta política?

A resposta não é fácil, mas o fenômeno encontra-se em pleno vigor e gerando votos para os partidos políticos oportunistas.

O que mais nos chama atenção, é o fato de que a distorção política vem chegando a níveis e extensão, que as portas das igrejas evangélicas não puderam resistir as estratégias oportunistas dos partidos.

Em nosso estado, Pernambuco, o fenômeno vem se concretizando a cada eleição, tendo em vista, que a cada disputa eleitoral, cresce o número de candidaturas e eleitos oriundos do meio artístico evangélico.

A máxima que crente vota em crente, vem sendo usada como desculpa para manipular o voto do povo de Deus, objetivando a eleição de artistas gospel, algumas vezes com o testemunho e vida cristã duvidosa, destituídos de qualquer proposta política, mas com grande penetração popular nas igrejas.

Os “showmícios” no seio da igreja evangélica, tomam o nome de cruzadas evangelísticas, os trios elétricos destinados aos eventos, são batizados com nomes comuns do vocabulário evangélico, tornando-se verdadeiros instrumentos para o processo de alienação e manipulação. Ao invés propiciar libertação por meio da pregação do Evangelho, tais cruzadas  alienam através da promoção pessoal de políticos,  revestida da falsa capa da adoração e da evangelização .

Antes de nos crucificarem, esclarecemos que não temos nada quanto ao fato de cristão votar em cristão, desde que o político cristão possua militância, propostas concretas não só para a igreja, mas para toda a sociedade que almeja representar.

Os “Tiriricas” vão surgindo no seio da igreja, visitando templos, cantando, pregando, orando, anunciando nos púlpitos não a  Palavra de Deus, e sim o chavão manipulador: Vote em mim, pois crente vota em crente.

Em Pernambuco a coisa encontra-se tão gritante, e em um patamar tal, que outros estados da federação estão exportando artistas evangélicos para se candidatarem em nosso estado.

Fico pensando,  qual a militância e compromisso político, que uma carioca que mora no Rio, com carreira musical consolidada, que veio pouquíssimas vezes em nosso estado, tem com as causas sociais da sociedade pernambucana.

Bem que Tiririca poderia ter sido candidato por Pernambuco, já que o seu único e grande sucesso, pode ser enquadrado como gospel. Finalmente a Florentina não é de Jesus?.

Mais uma vez podemos constatar, a diferença entre o que serve a Deus e o que não serve, eles têm o Tiririca, e, nós,  temos: Shirley Cavalhaes, Marcos Antônio, Miriam Pereira e Esteves Jacinto...
Bom... Se Tiririca fosse evangélico eu votaria nele.


Pr. Jonas Silva

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