CONHECEREIS AS "VERDADES" E AS "VERDADES" VOS ESCRAVIZARÃO


Fico imaginando a cena narrada no capítulo 18 do Evangelho de João, quando Pilatos diante daquele que reivindicava ser a própria verdade, Jesus (João 14: 6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim), faz a indagação: O que é a verdade?

Não tenho problema alguma em entender o que é verdade, já que a próprio Jesus e a sua Palavra se colocam como sendo a mais cristalina e absoluta verdade (João 14:6 e 17:17).

Contudo, quando observo o cenário evangélico de nossos dias, parece- me que a indagação de Pilatos por mais infundada que fosse, faz hoje algum sentido.

Vivemos tempos de “verdades” e revelações que embora contraditórias à Verdade Bíblica, sempre procuram reivindicar o status de inquestionáveis.

Umas das grandes aberrações que atribuímos aos Catolicismo Romano é a infabilidade papal, contudo, parece que cada dia mais a igreja vem se afastando dos ideaís da Reforma Protestante, e se reaproximado da práticas católicas, quanto a esta questão, já que parece que criamos a infabilidade ministerial.

Os Lidereres das denominações e pregadores televisivos vêm desempenhando o papel Papal para a Igreja Evangélica, quando eles falam está falado, e ninguém ouse questioná-los, pois são detentores exclusivos da “verdade”.

Por estas “verdades” estamos vivenciando um evangelho que é uma caricatura tosca da Revelação libertária pregada por Jesus, produzindo escravidão de consciências e mentes, semelhante aos dias mediévais.

É muito comum hoje vermos a relativização do que é absoluto e a absolutização do que é relativo.

Muitos querem por exemplo, aplicar a todas as igrejas, ou seja tornar absoluto, a sua visão de usos e costumes, materializada em tipos de roupas cortes de cabelos. Contudo, outros querem relativizar o princípio bíblico do decoro e da santidade cristã.

Outros querem padronizar a liturgia e forma de governo das Igrejas, em detrimento da adoração verdadeira.

A Teologia da Prosperidade e o liberalismo teológico vem se encarregando de relativizar a pessoa de Cristo. Apresentando um Jesus paganizado que mais parece um xamã que opera por meio de elementos de fetiches (Sal Grosso, Rosa Ungida, nós em roupas e coisas do gênero).

Os interesses pessoais e a busca de firmar a novidade, que soa como o último sucesso do momento. Lideres em nomes de Deus laçam verdades antagônicas, por exemplo, nestes dias eleitoreiros é muito comum Pastores apresenta em sua igreja determinado candidato como o de Deus, enquanto outro demoniza o mesmo candidato.

As “verdades” produzem Igrejas que não se relacionam com outras, por causa de cismas, e questões de poder pessoal entre lideres, enquando a verdade absoluta declara que pertencemos ao mesmo Corpo.

A relativização da ética Bíblica encontra-se em pleno vigor, muitas igreja não tratam como deveria , sob uma perpectiva Escriturística, questões como: homossexualidade, honestidade e divórcio. Neste mundo cristão relativizado o pecado tem tomado vários enfoques, menos o de ser a doença da alma, ou de um ato confrontador à Santidade do Eterno.

Neste Evangelicalismo revestido de antagonimos e anbiguidades, e de "verdades" escravizadoras, reafirmo a pertinência da indagação: O que é a verdade?







Pr. Jonas Silva



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