PALMADINHA POOODE!!!!!!


A revista veja de 21 de junho de 2010 teve como matéria de capa: “Mas Nem uma palmadinha?”, noticiando sobre o projeto de Lei de autoria da Deputada Maria do Rosário (PT-RS), recentemente assinado pelo Presidente Lula, alterando o Art 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Pela nova redação dada ao Art 18 do ECA fica vedado aos pais fazer uso de castigos corporais de qualquer natureza na educação dos filhos.

Disciplinar os filhos , em uma sociedade onde crianças são vilipendiadas por abuso sexuais, abandonadas pela ausência dos pais em seus próprios lares, falta de amor, exploradas, entre outras excrescências que não vamos enumerar, torna-se um assunto controverso envolto em uma carga emocional de grande magnitude.

Contudo, me perdoem os psicólogos modernos, gostaria de fazer uma reflexão balizada na Bíblia acerca desta questão, tendo em vista que a mesma é o maior manual sobre o comportamento humano.

A Bíblia aponta para a importância dos pais na educação dos filhos, como podemos depreender de Deuteronômio 6:7-8 “6 Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; 7 tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.”

A base da educação Bíblica é o relacionamento entre pais e filhos, falar, assentar andar, deitar e levantar pode se resumir em uma única palavra: Convivência. Sem convivência teremos que terceirizar a educação de nossas crianças, entregando tal tarefa exclusivamente, à escola, à Igreja, à sociedade, aos empregados domésticos, ao poder público (Instituiçõs polícais e Poder Judiciário).

Um dos paradoxos da sociedade moderna é que quanto mais temos recursos tecnológicos para facilitar o nosso dia a dia, parece que menos tempo temos para nos relacionar com as pessoas queridas da maneira usual, olho no olho, pele na pele, e isto vem estabelecendo uma geração de filhos abandonados (por falta de relacionamentos), e por que não dizer órfãos em seus próprios lares.

A Bíblia ainda nos ensina quea disciplina faz parte da educação,  contudo, a disciplina não é fruto do ato tirânico e déspota de subjulgar o outro, e sim do amor que investe na educação e formação, vejamos Provérbio 3:12: “12 Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” Analisemos o que assevera Hebreus 12:6-11 6 porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos?Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.

A disciplina, fruto do amor, é a pedagogia, como podemos depreender dos textos sagrados, utilizada pelo próprio Deus, pois tal disciplina, sabe estabelecer limites e instrumentalidade, de maneira a não ser traumática, e nem cometer excessos, que descambem em espancamentos e atos descabidos de violência física e psicológica.

A Bíblia afirma sobejamente que a vara, ou castigo físico, é um dos instrumentos que deve ser empregado na tarefa de educar crianças, senão vejamos:

Prov 13: 24 24 O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.

Prov 23:13-14 13 Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.Tu a fustigarás com a var e livrarás a sua alma do inferno.

Prov 19:15 15 A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.

A Bíblia aponta como essencial o uso da disciplina na educação de filhos, contudo, não dá respaldo para espancamento ou abrigo para pais desequilibrados que submetem os seus filhos a todo tipo de tortura (física ou psicológica).

A questão da criminalização da palmadas pedagógicas, não é um consenso entre os estudiosos de psicologia, como bem assevera, a matéria da revista Veja. O Brasil ao aprovar este dispositivo legal, passa a integrar a minoria de países que legislam sob a matéria, vetando o uso de castigos físicos na educação doméstica.
O que mais nos chama atenção, é que leis que coíbem a violência contra crianças já existem no Brasil (O Código Penal e o Próprio Estatuto da Criança e dos Adolescente), o que nos faz refletir, sob o papel do Estado ao intervir neste patamar na vida privada.

O problema da degeneração da infância em nosso país não está atrelado à questão do castigo pedagógico, mas sim ao descaso, e a falta de políticas públicas sérias que visem proteger as Crianças das mazelas sociais.
Vivemos dias de intenso relativismo, contudo a Igreja do Senhor não pode, ou pelo menos não poderia, relativizar a mais absoluta revelação de Deus, que é a Bíblia. Fica o alerta, a psicologia moderna com todas as suas incoerências e falta de consenso, poderia suplantar e invalidar o mais cristalino ensino Divino.

Para um maior aprofundamento da questão, recomendamos a leitura do Livro Ouse Disciplinar de James Dobson, publicado pela Editora Vida.

        Pr. Jonas Silva




 


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