POSICIONAMENTO CONTRA A PEC 287/2016 (PEC DA REFORMA PREVIDENCIÁRIA)


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Representantes das igrejas evangélicas históricas divulgaram no último dia 23 um pronunciamento se posicionando contra a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016, conhecida como a PEC da Reforma Previdenciária. 
O documento foi produzido por diversas entidades: Como a Aliança Evangélica Brasileira, Convenção Batista Brasileira (CBB), Convenção Batista Nacional (CBN), Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), Igreja Presbiteriana Independente, dentre outras.
PRONUNCIAMENTO:
1 -O atual sistema previdenciário brasileiro cumpre fundamental papel redistributivo e realocativo de renda, sendo instrumento eficaz de combate à desigualdade social e de segurança alimentar a uma parcela significativa de brasileiros;
2 – Não obstante sua importância no combate às desigualdades sociais, o atual sistema previdenciário apresenta assimetrias e desigualdades entre diversas categorias laborais, o que requer revisão e ajustes para seu aperfeiçoamento;
3 -A exigência de idade mínima de 65 anos para aposentadoria tanto de homens quanto de mulheres e de um tempo mínimo de contribuição de 25 anos que, na prática, requer 49 anos para aposentar-se com 100% dos proventos, é injusta e não condiz com a realidade brasileira, porque:
        3.1. As mulheres, sabidamente, em nossa sociedade, exercem dupla jornada laboral, trabalham cerca de 7,5 horas a mais que os homens, de acordo com levantamento do IPEA, e não se podem ignorar as diferenças de gênero;
       3.2. Os trabalhadores mais pobres e sem qualificação, em vista da economia informal (falta de registro em carteira), do subemprego e do desemprego, jamais alcançarão 49 anos de contribuição para fazer jus aos proventos de aposentadoria integrais;
     3.3. Não leva em consideração nossos graves desequilíbrios regionais e as diferenças de expectativa de vida entre as populações das regiões mais pobres em contraponto com as mais ricas.
4-É injusta a sistemática proposta de cálculos dos proventos e dos cálculos de pensão, havendo a possibilidade de esses valores serem inferiores ao salário mínimo;
5 -A elevação de idade para 70 anos para o Benefício de Prestação Continuada afetará as camadas mais pobres da sociedade, impedindo que os que mais precisam tenham acesso ao benefício;
6 – É preciso que haja uma investigação profunda da aplicação dos recursos arrecadados para sustentar a previdência e a seguridade social, que os números reais da previdência sejam tornados públicos e que o Governo construa mecanismos eficazes de cobrança dos altos valores devidos à Previdência Social e reduza as desonerações fiscais concedidas aos segmentos privados, em detrimento da saúde financeira do Estado.
Conclamamos os membros que se reúnem em nossas Igrejas a orar pelo bem de nossa nação e que Deus nos permita construir um país em que justiça social e cuidado com os mais necessitados sejam pauta permanente de nossas políticas públicas.
Acesse o documento completo no link abaixo:

PREGADORES MIRINS, MULHERES BARBADAS, IRMÃS SIAMESAS E OUTRAS ATRAÇÕES NO PÚLPITO DOS HORRORES (REPUBLICADA)



O americano Terry, considerado o pastor mais jovem do mundo 

   Fui indagado por uma aluna do Seminário que leciono a respeito da minha opinião  concernente aos pregadores mirins, que vêm sendo atrações cada vez mais requisitadas em cultos festivos por este Brasil eclesiológico.
Confesso que até aquele momento nunca havia pensando sobre a questão, mas, diante da questão levantada, passei a refletir sobre o assunto e perceber alguns fatos que estão ligados diretamente ao tema.
Talvez alguns leitores já devem estar me queimando na fogueira da inquisição gospel, alegando: Deus também usa crianças!. Lançando mão de alguns textos bíblicos fora do contexto apropriado, para respaldar tal argumento, dentre os quais: Atos 2:17:E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos. Contudo, gostaria de lembrar que o aludido texto não dá nenhum respaldo para que crianças venham exercer o ministério autoritativo de exposição da Escrituras Sagradas.
A primeira questão que gostaria de trazer para a reflexão, é concernente a maturidade espiritual ou doutrinária que crianças possuem para ensinar e expor as Escrituras Sagradas. Sobre esse tema a própria Bíblia responde, senão vejamos:
1)O período da infância é uma fase para aprendizado: Deut 6 : 6 e 7  Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. E o tão citado Prov 22: 6 Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho, não se desviará dele;
2) A infância é caracterizado pela imaturidade, todas a vezes que se queria demonstrar a falta de maturidade na Bíblia se recorria a figura da criança: I Cor 3: 11Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo.  Mateus 11:16 Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros:
 Ante os Textos Sagrados, surge a segunda questão: Será que realmente uma criança entende o que prega? Com certeza não o suficiente, pois a criança tem e deve ter uma linguagem própria, inclusive para as questões espirituais. Quando obrigamos uma criança a viver e se portar como adulto, queimando etapas de sua vida, isto certamente redundará em algum prejuízo para o seu desenvolvimento cognitivo e psicológico.
A falta de maturidade espiritual e teológica de um pregador mirim, fatalmente vai levar a criança a repetir mecanicamente, obviamente sem uma reflexão adequada, as mensagens que ouve dos adultos, com direto a imitação de clichês e dos trejeitos pentecostais.
No mundo gospel, os pregadores e cantores mirins são mais um dos produtos ofertados pelo mercado. Contudo, preocupo-me com a exploração de crianças, negando as mesmas o mais sagrado direito que é de ser pueril como qualquer outra.
Outra inquietação que me suscita a questão, é a respeito da maturidade de uma igreja exortada e ensinada por crianças. Será que entre os adultos, não há pregadores amadurecidos suficientes? Por outro lado, Os pregadores mirins parecem atrair a atenção muito mais pelo fato de serem exóticos, do que propriamente pela qualidade da mensagem pregada. Portanto, é uma pena que transformaram o púlpito, que, em princípio, deveria ser um local de exposição Bíblica, em um verdadeiro circo.
Logo, deixo a provocação, quem sabe não deveríamos convidar para os cultos festivos, mulheres barbadas, irmãs siamesas e outras atrações? Transformando assim, a exposição bíblica no espetáculo do púlpito dos horrores.

Pr. Jonas Silva

                               



 
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